Construção civil puxa número de empregos no Amazonas

Em: 7 de abril de 2008
Direção do Sintracomec destaca que a estabilidade econômica abriu o mercado de imóveis às famílias que ganham até cinco salários mínimos, impulsionando a atividade.
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Direção do Sintracomec destaca que a estabilidade econômica abriu o mercado de imóveis às famílias que ganham até cinco salários mínimos, impulsionando a atividade.

O emprego está em alta no Amazonas, que fechou fevereiro com um saldo de 7,44% na geração de postos de trabalho com carteira assinada. Os dados, fornecidos pela superintendência regional do MTE/AM (Ministério do Trabalho e Emprego), informam que a região empregou 165.489 e demitiu 143.146 pessoas entre fevereiro de 2008 e o mesmo período do ano passado.
Embora tenha apresentado desaceleração em face do resultado de 2007, quando registrou 7,57% de saldo, com 22.584 vagas, o Estado manteve a vice-liderança na região Norte. Perdeu apenas para Tocantins, que apresentou diferença de 7,55% entre o número total de trabalhadores admitidos e desligados (6.708) durante o período.
A construção civil, o setor que mais emprega em todo o país, puxou os números do Amazonas para cima em fevereiro, com saldo de 31,89% e 11.817 vagas. O PIM (Pólo Industrial de Manaus) ocupou o segundo lugar da lista –9,26% e 9.714 postos de trabalho.
Para o superintendente do MTE/AM, Dermilson Carvalho das Chagas, programas sociais, a exemplo do seguro-defeso, que injetou R$ 29 milhões no Amazonas nos últimos quatro meses, estão contribuindo para elevar o poder de compra das famílias de baixa renda e dinamizar a economia regional.
“O mercado está aquecido, principalmente o da construção civil, que está demandando mais mão-de-obra, mas quem está mantendo o consumo é a baixa renda. A classe média está reservada porque paga a maioria dos impostos, embora ainda invista em bens duráveis. Temos informações de que o crescimento vai ser muito maior, uma vez que o Amazonas deve receber reforço no orçamento, por conta de liberação nas verbas do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) para a região”, avaliou.

Construção civil

O presidente do Sintracomec (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção Civil e Montagem do Estado Amazonas), Roberto Bernardes de Andrade, destacou que a estabilidade econômica abriu o mercado de imóveis às famílias que ganham até cinco salários mínimos, impulsionando a atividade. “O Estado conta ainda com grandes obras. Hoje, temos 20 mil trabalhadores registrados, mas com a construção da ponte que vai ligar Manaus a Iranduba, a tendência é que cheguemos a 30 mil”, comemorou.
Segundo o dirigente, a demanda cresceu de tal forma que estão faltando qualificados em Manaus, como carpinteiro de forma e ferreiro armador. Para suprir essa necessidade, a entidade, juntamente com Sinduscom/AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas) e Semdel (Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico Local) estão se mobilizando para promover um curso que deve formar 1.120 profissionais na área.
A atividade econômica do Estado que registrou pior desempenho na geração de postos de trabalho em fevereiro, de acordo com os dados oferecidos pelo MTE/AM, foi o segmento extrativo mineral: queda de 4,38% e 221 desligamentos contra 169 admissões.

Setor está aquecido

O chefe regional do Departamento DNPM (Nacional de Pesquisa Mineral), Fernando Burgos, recebeu os números com surpresa: “É estranho. A informação que tenho é que o setor está aquecido, com várias empresas investindo na extração e na pesquisa, além de empregar a mão-de-obra local”, declarou.
Como argumento, o dirigente apontou que o número de áreas requeridas no DNPM para a procura por bens minerais triplicou durante o período assinalado. Lembrou também que organizações de grande porte, como Alcoa, BHP, Vale do Rio Doce e Mineração Taboca, atuam hoje no Amazonas, na pesquisa e extração de diversos minérios, como bauxita, ferro, ouro, cassiterita e agregados para construção civil, a exemplo do calcário.
Burgos informou que não houve introdução de novas tecnologias na atividade em tempos recentes, um fator que poderia explicar o corte de empregos, mas admitiu que as deficiências de infra-estrutura no interior do Estado, principalmente no que se refere a estradas e fornecimento regular de energia, prejudicam a mineração. “Não adianta

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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