Geo-Holística – De olho na Amazônia

Em: 7 de abril de 2008

A entrevista do programa Canal Livre deste domingo passado foi com o Comandante Militar da Amazônia, general Augusto Heleno. Tal entrevista foi revestida de uma postura militar impecável e de uma atitude cidadã irrepreensível do general, no que tange às abordagens colocadas a público, num programa com tal alcance nacional e internacional. As questões abordadas variaram desde os problemas interfronteiras entre Brasil, Colômbia, Venezuela, Equador e Peru, como também narcotráfico, Farc (Força Armada Revolucionária Colombiana), armamentismo sul-americano, desmatamento na Amazônia, movimentos sociais, Força Tarefa Nacional no Haiti, defesa da Amazônia, soberania nacional, ação do Exército em áreas urbanas “favelizadas” de alto risco (Haiti, Rio de Janeiro e São Paulo), aumento de salários dos militares do Exército Brasileiro, e em especial questões indígenas.
Vale destacar a posição do general Heleno em não transigir em questões relacionadas aos interesses da Nação Brasileira, seja aonde for o conflito, armado ou não. Neste caso, ficou claro o sentido de dissuazão das Forças Armadas na Amazônia, seja em relação à ação de ONGs não desejáveis ou até mesmo aos movimentos sociais, quando transgredirem seus direitos democráticos de liberdade de ação, em relação à sociedade como um todo. Vale destacar a preocupação do comandante do CMA em relação a dois trechos da nova legislação que está em discussão no Congresso Nacional em relação à questão indígena, particularmente no que concerne aos conceitos de “povos indígenas” e “determinação política”, quando tais expressões quando não bem explicitadas por conta de suas utilizações, podem configurar riscos à ação das Forças Armadas em termos da segurança e da soberania nacional.
Cabe neste espaço parabenizar ao general Heleno pela sua sensatez como militar e como cidadão brasileiro em abordar assuntos tão controversos e reforçar algo que eu já havia dito em uma ocasião e não fui bem compreendido, quando sugeri que o Comando Militar da Amazônia deveria estar mais presente junto aos jovens da rede de ensino pública e privada, difundindo assuntos estratégicos de interesse de todo cidadão brasileiro, principalmente para aqueles em período de formação acadêmica, crucial para a conquista de corações e mentes em defesa de nossa sociedade, para que esta seja construída em bases mais sólidas, contrária aos vícios da criminalidade nas suas mais diversas formas.

“Dengue já!”

Ao que parece o mosquito da dengue está dando uma demonstração de força contra as autoridades brasileiras em geral, e em particular às da cidade do Rio de Janeiro. Desde a década dos 80’s que o mosquito vem construindo sua teia de destruição, a partir de rotas iniciadas nas América do Norte e no continente africano, aproveitando-se do distanciamento do poder público em relação às suas responsabilidades e obrigações constitucionais, não obstante à educação e segurança, mas em particular na área de saúde. Tal processo exige de nossas autoridades maior empenho e comprometimento com o cidadão brasileiro, independentemente de sua condição social e nível cultural e educacional, pois saúde pública é diferente de saúde ocupacional, por exemplo, e a tal responsabilidade é cabido sim o direito de ação reclamatória e indenizatória contra o Estado de Direito. Vale ressaltar que não basta tão somente um dia de campanha com mais de mil ou menos de mil “agentes sanitários”, para servirem de propaganda política nos meios de comunicação de massa, sendo que depois ficam as famílias sem qualquer acompanhamento e/ou orientação no sentido de revigorar o combate ao mosquito transmissor.
O cidadão sem assistência é uma vítima em potencial de forças oportunistas, sejam criminosas ou religiosas, a exemplo da campanha feita na cidade do Rio de Janeiro, utilizando-se voluntários com o jornal tablóide de uma entidade religiosa, isto é, usando o combate ao mosquito da dengue para difundir seus intentos teológicos.

Meu caro senador

A

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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