Consumidor ver queda de preço passar longe da bomba

Em: 15 de janeiro de 2008
“Na bomba, os preços deverão permanecer nos atuais patamares”,
“Na bomba, os preços deverão permanecer nos atuais patamares”,

A queda dos preços do álcool pagos ao produtor não deverá chegar até o bolso do consumidor, de acordo com o consultor Plínio Nastari, presidente da consultoria Datagro, especializada no setor de açúcar e álcool. Segundo ele, a queda, em torno de 5% no último mês, é muito pequena e não deverá ser repassada pelas distribuidoras ao consumidor final.

Depois de sair de R$ 0,56 por litro e chegar até os R$ 0,75, os preços dos hidratados recuaram até R$ 0,71. “Na bomba, os preços deverão permanecer nos atuais patamares”, disse. Nastari também não acredita que, com a região Centro-Sul já em período de entressafra, os preços de álcool deverão subir mais nos próximos meses. “As cotações deverão permanecer nos atuais níveis”, disse
Nastari explica que o recuo nas cotações de álcool em pleno mês de janeiro deve-se a uma extensão da colheita no Centro-Sul para além do período normal. Geralmente, as usinas param a moagem em meados de novembro. “Hoje ainda existem pelo menos três usinas processando cana”, informa. Com isso, a cana que iria ficar em pé está se transformando em álcool, aumentando a oferta e permitindo que os preços caiam. O consultor explica que algumas estimativas dizendo que os estoques de passagem seriam de 1 bilhão de litros em primeiro de maio também contribuíram para a retração das cotações. Para a Datagro, os estoques de passagem serão de 650 milhões de litros, suficiente para 10 dias de consumo.

Por outro lado, um recuo nas cotações é estimado a partir de abril, quando deve começar a chegar o mercado um maior volume de combustível já da safra 2008/09. Segundo Nastari, este recuo deverá ser, no entanto, mais gradual já que os preços do etanol nos Estados Unidos voltaram a subir. De US$ 1,79 por galão registrados em outubro, o preço do etanol norte-americano já está em US$ 2,45 por galão neste momento. Segundo Nastari, isto torna o etanol brasileiro novamente competitivo em relação ao norte-americano, viabilizando as exportações brasileiras para os Estados Unidos, via desidratação no Caribe. “Mesmo se houver estoques de passagem maiores que o estimado, estes estoques deverão ser exportados, aproveitando esta vantagem competitiva”, diz Nastari.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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