Consumo popular impulsiona e-commerce

Em: 19 de janeiro de 2010
A entrada das classes C e D no comércio eletrônico, devido a popularização do acesso à internet e facilidade de pagamento disponibilizada pelos cartões de crédito, já apontam reflexos nas vendas de produtos como perfumaria, beleza, vestuário e decoração
A entrada das classes C e D no comércio eletrônico, devido a popularização do acesso à internet e facilidade de pagamento disponibilizada pelos cartões de crédito, já apontam reflexos nas vendas de produtos como perfumaria, beleza, vestuário e decoração

A entrada das classes C e D no comércio eletrônico, devido a popularização do acesso à internet e facilidade de pagamento disponibilizada pelos cartões de crédito, já apontam reflexos nas vendas de produtos como perfumaria, beleza, vestuário, decoração e casa. Somente no período referente ao Natal foram 4 milhões de novos e – consumidores.
O que antes era privilégio de poucos, a internet está tornando-se popular no Brasil e conquistando a população pela facilidade na hora de realizar uma compra por meio de uma loja virtual. Além de não precisar sair de casa, o cliente está aprendendo a pesquisar preços e produtos e adaptar suas compras pela rede.
Entre os produtos mais vendidos em 2009, algumas evidências dessa nova classe no mercado começam a aparecer nos números. A categoria de vestuários, que antes ocupava a 10ª colocação, apareceu na 7ª posição entre os produtos mais vendidos. Itens relacionados a perfumes e fragrâncias, que não figuravam na lista passada, apareceram na última colocação.
Para o coordenador de marketing da Tray Sistemas, Reinaldo Martins, é natural que ocorra uma modificação na preferência de compras pela internet a medida que novos perfis de consumidores estão chegando. “Além disso, para quem está realizando sua primeira compra, é natural que opte por um produto mais barato e que esteja mais familiarizado”, destacou Martins.

Poder de competitividade

Dados do IAB Brasil (Interactive Advertising Bureau Brasil) apontam que no ano passado, 45% das famílias brasileiras de classe C tinham acesso à internet em suas residências. A entidade estima que esse índice é de 80% dos usuários das classes A e B e 25% nas classes D e E.
Para Martins, a crescente e acirrada disputa entre os varejistas presentes na web trará muitos benefícios para quem opta comprar através da rede. “As grandes empreas estão unindo forças. A união das Casas Bahia com o Pão de Açúcar, por exemplo, promete uma nova marca com maior poder de competividade. As médias lojas estão investindo pesado em novos centros de distribuição e logística para proporcionarem uma melhor qualidade e agilidade nos serviços de entrega. Em paralelo é crescente a entrada de micro e pequenos empresários na rede, especializados em segmentos de vendas específicos, proporcionando ainda mais vantagens e benefícios para o e-consumidor”, comemorou.
Embora ainda não disponha de dados consolidados sobre 2009, a consultoria e-bit projetou um fechamento de R$ 10,5 bilhões para o setor no ano passado, um crescimento de 30% em relação ao mesmo período de 2008. Em 2010 os números devem só aumentar, uma vez que iniciativas de popularização da banda larga no Brasil devem contribuir para que esse número chegue a 15 milhões de conexões rápidas até o final do ano.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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