Continuo à disposição do PSD

Em: 2 de agosto de 2016
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O presidente da Aleam (Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas), deputado estadual Josué Neto (PSD) concedeu entrevista simultânea ao Jornal do Commercio e a Rádio CBN Amazônia, na manhã de segunda-feira (1º). Ele destacou as ações do legislativo estadual para se aproximar da sociedade amazonense e a preocupação com o recesso branco na Assembleia. Josué Neto não descarta a possibilidade de ser pré-candidato a vice-prefeito na chapa do atual prefeito Arthur Virgílio Neto (PSDB). O deputado, que também é economista, garante que tem muito a contribuir para o desenvolvimento da capital amazonense, inclusive para sair da crise econômica.

Jornal do Commercio: De que forma o presidente da Assembleia vê esse período eleitoral? José Neto: Desde fevereiro, quando nós voltamos do recesso, iniciamos o nosso ano legislativo de 2016. Eu conversei com a imprensa e conversava com os colegas, exatamente, para nós não entrarmos em discussões eleitorais dentro do plenário. Porque, geralmente, as discussões político-eleitorais prejudicam o nível do debate de plenário. O debate de plenário é aquele debate mais institucional. É de receber as categorias, é de falar dos problemas da população, dos municípios, da nossa cidade de Manaus, de tratarmos de fiscalizar o executivo, de propor leis e de certa forma elas não tem uma relação com a política eleitoral. A política eleitoral será tratada em outros momentos.

JC: Qual a principal preocupação neste período em relação aos trabalhos na Assembleia? Já que o primeiro semestre fechou sem projetos pendentes de votação na Casa.
JN: Nós temos novas leis eleitorais, inclusive de inserção de rádio e TV, muita importância nas redes sociais. O que me deixa apreensivo, é que nós tivemos um primeiro semestre extremamente produtivo e que nós poderíamos continuar a ter a qualidade dos debates nesse segundo semestre. Se nós formos levados a esse tipo de debate de cunho eleitoral, eu tenho certeza absoluta que a população vai perder, porque a qualidade do debate e dos problemas da cidade, não serão levados em consideração. Infelizmente, e eu gostaria até de estar errado, o que nós temos visto nos últimos anos, não só nas eleições municipais para prefeito, como nas eleições estaduais para o governo e para o senado, principalmente, um nível de discussão baixo.

CBN Amazônia: Nós estamos aqui diante do candidato a vice-prefeito de uma das chapas aqui da capital?
JN: Veja bem, se a candidatura tivesse oficializada mesmo assim eu ainda seria um pré-candidato. A candidatura não foi oficializada, eu continuo à disposição do PSD, do partido do senador Omar Aziz, que é o presidente do partido. Já existe uma manifestação de apoio do PSD na também pré-candidatura do atual prefeito Arthur Virgílio Neto e o momento agora é de muita paciência, muita calma, compreensão. Porque quando, qualquer um de nós, pensa que vai fazer uma entrevista de emprego já dá um calafrio, esse assunto também gera um calafrio muito parecido ou um pouquinho maior. Então, tem que ter calma, eu estou aguardando. Se você perguntar se eu quero? Eu quero. Eu quero contribuir com a minha cidade. Acredito que eu tenho muito para contribuir com a minha cidade.

JC: Com a sua experiência na política, como equalizar essa questão?
JN: Eu gostaria muito que essas eleições fossem levadas num nível de discussão, exatamente, de apresentar e discutir propostas e os problemas. De dizer realmente o que está sendo feito de errado ou o que pode melhorar, esse é o meu sentimento e isso eu tenho conversado com os colegas na Assembleia Legislativa. Nós vamos ter na Assembleia Legislativa pelo menos oito candidatos. Alguns que poderão ser e outros que ainda surgirão como candidatos. Mas de acordo com os meus pensamentos, eu não posso nem dizer nomes de candidatos. Aliás, eu posso citar o nome de um que já participou da convenção, que é o deputado Sabá Reis, candidato a prefeito no município de Autazes. E, do deputado Serafim Corrêa, que também participou de convenção e é candidato a prefeito de Manaus. Os demais todos ainda participarão de convenção, então, assim nós vamos chegar, possivelmente, a oito colegas que participarão diretamente nessas eleições municipais.

JC: Como fica a participação desses pré-candidatos, no momento que começarem as campanhas? Eles se ausentam da função no legislativo ou permanecem?
JN: A imprensa chama isso de recesso branco. Desde que eu estou na Assembleia Legislativa (2007), nós estamos fazendo todos os esforços possíveis para que isso não aconteça, o chamado recesso branco, porque é algo que a sociedade não compactua. A sociedade quer ver o deputado, o parlamentar trabalhando nos dias que é obrigatório estar presente. E eu tenho certeza de que nós faremos o impossível e o possível e, todos os esforços para que não tenhamos recesso branco. Desde 2007 até 2016 não houve, então não vai ser desta vez que a Assembleia legislativa vai ter um recesso branco.

CBN: Tem algo mais que seja importante destacar neste momento?
JN: Em primeiro lugar, nós estamos passando por um momento do país, muito difícil. Não há como promover o bem comum ou o poder público promover o bem comum, o bem- estar da população sem investimentos. Quando você vai fazer a reforma do seu quarto, da sua casa, você precisa de recursos, você precisa investir. Então, para promover o bem para população o Estado precisa de recursos, precisa investir. Nesse primeiro momento, o mais importante em uma crise, em uma dificuldade financeira é tentar fazer com que o caixa vire no zero a zero. Não fica com dinheiro para fazer investimento, mas também não está devendo. O fato de não estar devendo já é algo extremamente positivo, essa é a realidade. Alguém que quiser enganar a população pode falar o contrário. Vai ter uma retórica bonita, mas a dificuldade é essa, a crise é nacional onde nós pretendemos fazer com que o caixa fique ali no zero a zero. Não está devendo, mas está aguardando aquele momento em que a economia volte a acelerar e volte a fazer os investimentos. O (Poder) Executivo, hoje, -o presidente Temer, o governador Melo, o prefeito Arthur -estão exatamente trabalhando nisso, para que o Estado do Amazonas volte a crescer. A partir do momento que volte a crescer, nós vamos ter créditos e, principalmente, os créditos junto ao governo federal e junto ao Banco Mundial, às instituições financeiras internacionais. Quando o Amazonas, ou quando a cidade de Manaus tiver novamente acesso a isso, nós temos que ter outra preocupação, que é de empregar bem esses recursos. Eleger prioridade e empregar bem esses recursos. Esse é o meu sentimento, isso não é algo que está sendo inventado agora. Eu sou economista, sou formado pela Universidade Federal do Amazonas, sou sindicalizado no nosso Sindicato dos Economistas. E, eu acho que isso não é algo muito simples de se entender, mas que é preciso trabalhar com muito afinco no sentido de conseguir esses recursos; de eleger as prioridades; e empregar bem esses recursos em favor da população.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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