O Amazonas tem esperado ansioso pela conversão do combustível para gás nas termelétricas. Entretanto, apesar de o Ministério das Minas e Energia ter informado que o processo seria iniciado no próximo dia 15, a mudança deve ficar para depois. Pelo menos segundo a Amazonas Energia.
O presidente da Eletrobrás nacional, José Antonio Muniz, explica que, devido às falhas de energia que atingiram a cidade por causa do aumento na carga elétrica, a solução mais prudente encontrada foi transferir a data de conversão para dezembro. “Em dezembro, a carga sofre uma baixa. Por isso, esperamos concluir este procedimento nesta época. Não dá pra desligar as máquinas agora, durante esse período de calor excessivo”, justificou. Apesar disso, Muniz comenta que, mesmo com a ausência da concessionária, os produtores independentes já estão operando com o gás.
Quanto às quedas constantes de energia, o diretor de Geração e Transmissão, Tarcísio Rosa, conta que grande parte da cidade não cresceu de forma planejada, e que o aumento de consumo foi gigante, especialmente em relação a energia. “O consumo de energia cresceu 14% em relação a ano passado, enquanto o Brasil tem crescido de 5% a 6%”, enfatizou.
O presidente fala que isso resultou numa sobrecarga na distribuição de energia. Segundo ele, apesar das falhas, não há falta de energia por geração desde o dia 17 de abril deste ano. “O que aconteceu foi que o mercado cresceu muito. Agora, temos de trocar os transformadores”, admitiu.
O ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, durante sua visita a Manaus, ordenou à concessionária que trocasse, até 25 de outubro, os 425 transformadores que estão com sobrecarga na cidade. Até ontem, já foram trocados 179.
Para uma cidade que tem aproximadamente 10 mil transformadores, grande parte dos aparelhos trocados está instalada nos bairros da Cidade Nova, na Zona Norte, e São José, na Zona Leste. De acordo com Rosa, o foco da empresa está voltado para esses bairros em decorrência do seu elevado nível de crescimento populacional.
Para resolver a questão, Rosa enfatiza que estão sendo feitas várias ações além da troca dos transformadores, como melhorias na geração, criação de linhas novas, troca de ramais, investimentos em novas usinas, dentre as quais cinco novas subestações, além de contratações. A previsão é gastar, em cinco anos, R$ 4,2 bilhões.
Solução provisória
Muniz explica que, ao contrário dos rumores que afirmavam que o caos em Iranduba (a 34 km de Manaus) era decorrente da queda de uma viga da nova ponte, o defeito foi ocasionado em um cabo que fica a 50 metros da subestação do município. “Felizmente, o rio está seco daquele lado. Tivemos acesso ao problema e demos uma solução provisória, cortando a parte defeituosa”, esclareceu.
Todavia, a compra de um pedaço de cabo novo ainda é necessária. Segundo o dirigente, a empresa pretende ir ao município em novembro para instalar um parque de 50 MW.
O presidente da Eletrobrás espera que em dezembro a situação já esteja resolvida.






