As lojas colaborativas são um fenômeno recente em Manaus e, a contar pelo sucesso que estão fazendo, vieram para ficar. No próximo domingo (27) a capital amazonense ganhará mais uma dessas lojas, no Piso Tucumã do Manauara Shopping, a Coopstore Moda Amazônica.
“A loja mede 64m2 e cada um dos seis colaboradores terá 6m2 para expor os seus produtos. O restante do espaço será para trânsito”, explicou a designer de joias e moda, Rita Prossi.
Na inauguração da Coopstore Moda Amazônica, apenas cinco dos colaboradores estarão presentes. O sexto ainda está sendo analisado numa lista de três. “Existem critérios para fazer parte da loja. O primeiro deles é que os produtos a serem vendidos devem ser produzidos por um profissional local. Nada é industrializado. O princípio é o do artesanato. Todos obedecem às mesmas regras, mas cada um é responsável pelo aluguel de seu espaço”, detalhou.
Um conceito trazido da Europa será utilizado na Coopstore. “Vamos ter vários itens disponibilizados para os clientes, mas se ele se interessar por alguma peça e esta não lhe servir, em poucos dias poderemos fazer uma peça exclusiva, ou então, na hora, acrescentar um pence no ateliê que ficará no mezanino. “O objetivo é que o cliente saia satisfeito, com o produto desejado”, adiantou.
Na primeira semana os proprietários dos cinco espaços (Chá de Verão, Tramas, Alzira’s, Flora Dress e Rita Prossi) irão atender pessoalmente aos clientes, “mas depois poderemos continuar atendendo com hora marcada”, lembrou.
Todas lojas serão de roupas
Rita Prossi contou que o embrião da loja colaborativa que irá inaugurar domingo, surgiu há quatro anos quando seu marido Elizeu Souza apresentou um projeto ao Manauara Shopping. “A ideia do projeto era a mesma de uma loja colaborativa. Tratava-se de um quiosque com os produtos de vários profissionais. O sucesso foi tanto que ficamos no shopping até o ano passado quando a empresa que administra o Manauara nos pediu que implantássemos o mesmo projeto no shopping Metrópolis, em São Bernardo do Campo/SP. O quiosque dispunha de roupas, artesanato e perfumaria, por sinal essa perfumaria é de um amazonense. Ficamos lá até novembro do ano passado”.
Este ano Elizeu e Rita implantaram o quiosque no Boulevard Londrina Shopping, no Paraná; e no Shopping Parque Dom Pedro, em Campinas/SP. “Em setembro deste ano voltamos pra Manaus para abrir a Coopstore Moda Amazônica”, completou.
Todas as lojas da Coopstore serão de roupas. A Chá de Verão produzirá moda para praia, as praias de rio da região, e também dos igarapés; da Tramas sairão vestidos exclusivos para festas e eventos; já a Alzira’s será especialista em vestidos de noivas, debutantes e festas, inclusive para os familiares; a Flora Dress traz uma novidade. Lá serão confeccionados figurinos para peças de teatro, shows de dança e festas temáticas; e Rita Prossi (a loja é homônima da dona). “Há anos produzo acessórios com matéria- prima natural, e agora produzirei roupas, moda sustentável, com algodão, seda e linho, e estampas pintadas a mão”, adiantou.
Pra quem está começando é alternativa
As lojas colaborativas consistem em um modelo de negócio no qual um estabelecimento comercializa trabalhos de diversas pessoas. Há diferentes formas de estabelecer negócios, podendo o fornecimento dos produtos ser por meio de consignação ou por locação de espaço.
Vantagens para…
O colaborador: divulgação, comercialização dos trabalhos e consolidação da marca; aceitação do produto pelo mercado e melhoria nas peças, a partir do acompanhamento dos trabalhos mais comercializados e possibilidade de testar a comercialização de peças modificadas para aceitação do consumidor; formação de público consumidor; mais tempo para produção, ao considerar que a comercialização será feita pela loja colaborativa, o que possibilita destinar mais tempo na fabricação das peças; possibilidade de investimentos em outros canais de comercialização, como o virtual; conhecimento de outros negócios e possibilidade de firmar parcerias.
O consumidor: acesso a produtos diferenciados; seleção dos produtos a serem comercializados (curadoria colaborativa); verificação de diversos artigos exclusivos somente em um lugar.
A loja: mix de produtos em constante atualização; público diferenciado e fiel; oferta de produtos de interesse do consumidor.
Ter uma loja própria também é uma alternativa para os profissionais, porém, a modalidade colaborativa pode dar início aos negócios nessa perspectiva, permitindo a comercialização, ao mesmo tempo em que se verifica a aceitação do produto. Após a consolidação e o amadurecimento da marca, e da formação do público consumidor, ter uma loja própria pode ser uma boa opção para a comercialização.






