Caindo duas posições no ranking de empreendedorismo, Manaus fecha o ano como a 28ª cidade para bons negócios no Brasil, ficando atrás de Belém (PA) que subiu da 29ª para a 26ª posição. As capitais são as duas únicas da região Norte no ranking. Os dados são do ICE2016 (Índice de Cidades Empreendedoras 2016). O estudo dividido em sete pilares -ambiente regulatório, infraestrutura, mercado, acesso a capital, inovação, capital humano e cultura empreendedora -encontrou diversas barreiras na capital amazonense. No entanto, mesmo que uma ou outra seja contestada, Manaus ainda assim é procurada na hora de empreender.
ZFM ainda atrai
A ZFM (Zona Franca de Manaus) ainda figura como polo atrativo, como pôde ser visto na reunião de outubro do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas), quando foram aprovados R$ 1.411 bilhão em investimentos com previsão de geração de 1.046 vagas no mercado de trabalho, para serem executados no período de até três anos.
Assim, o ‘ambiente regulatório’ (tempo de processos, custo de impostos e complexidade tributária) benéfico à indústria ainda se encontra como um bom motivo para empreender em Manaus (em 20º lugar nessa categoria), disse o titular da Seplan-CTI (Secretaria de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), Thomaz Nogueira. “As últimas reuniões do Conselho vêm confirmando Manaus como um porto seguro para investimentos. Se o momento é de retomada de investimentos, é hora de aprovarmos novos projetos e de diversificar a produtividade, mesmo que a reação esperada por muitos não seja imediata”, disse Nogueira.
Tecnologia
Além da indústria, a tecnologia puxada pelos mobiles e empresas de base tecnológica ganham destaque. Manaus sempre foi identificada como um polo consumidor de games (a Zona Franca favoreceu esse mercado) e nos últimos anos, passou a ser um polo desenvolvedor, seja de grandes players ou de ‘indies’. Apesar de Manaus não estar entre as melhores ranqueadas em ‘inovação’ (as três primeiras são: São José dos Campos, Florianópolis e Rio de Janeiro, Manaus é a 13ª), marca o 6º lugar em ‘cultura empreendedora’, para diversos setores este é um caminho inteligente para ultrapassar limitações impostas pela crise, bem como criar novas oportunidades de mercado, explica o CEO da FabriQ, Fredson Encarnação.
“Vemos o Sebrae e a Fapeam apoiando negócios nascentes de empreendedores locais cuja base de atuação seja a inovação em seus mercados. Literalmente estamos competindo globalmente, especialmente no caso dos empreendimentos digitais”, disse o empresário que por duas vezes foi reconhecido como Microindustrial do Ano pela Fieam em 2014 e Prêmio Finep MPE região Norte também em 2014.
Mercado
Manaus é a segunda colocada no indicador mercado, que avalia o desenvolvimento econômico e os clientes potenciais das cidades, seja por parte do setor público ou do lado privado. A avaliação leva em consideração o PIB total e o crescimento real do PIB; a proporção de empresas exportadoras com sede na cidade (ou seja, a quantidade de internacionalização); e os clientes potenciais.
Ranking da ICE2016
No ranking de empreendedorismo da ICE2016, as 10 primeiras posições foram ocupadas por São Paulo (SP), Florianópolis (SC), Campinas (SP), Joinville (SC), Vitória (ES), São José dos Campos (SP), Porto Alegre (RS), Sorocaba (SP), Maringá (PR) e Ribeirão Preto (SP).
Infraestrutura e acesso a capital
A capital amazonense amarga a 32ª posição (a última) quando se fala em infraestrutura e acesso a capital. Em capital humano, o índice sobe um pouco atingindo a 30ª colocação.






