Corrupção é o maior obstáculo para comércio entre UE e América Latina

Em: 13 de maio de 2008
Segundo destaca o relatório, além do impedimento representado pela ampla distância entre ambos os continentes, o nível dos serviços e das infra-estruturas básicas “não são suficientemente eficientes”.
Segundo destaca o relatório, além do impedimento representado pela ampla distância entre ambos os continentes, o nível dos serviços e das infra-estruturas básicas “não são suficientemente eficientes”.

A corrupção é o principal obstáculo para o comércio entre a UE (União Européia) e a América Latina, seguida dos custos de transporte e da falta de logística, segundo uma pesquisa rea-lizada em conjunto pelas câmaras de comércio de ambas as regiões.
O relatório, publicado na terça-feira, às vésperas da 5ª Cúpula América Latina-Caribe-União Européia (EU-LAC, na sigla em inglês), que será realizada entre os dias 15 e 17 deste mês, em Lima, e analisa os impedimentos mais freqüentes para o comércio e o investimento em ambas as regiões.
Cerca de 78% dos empresários europeus indagados afirmam sofrer as conseqüências das práticas de corrupção em suas relações comerciais com a América Latina, um problema que também preocupa muito os diretores das companhias latino-americanas.
Os níveis mais baixos de percepção deste problema se dão no Chile, onde 55% dos empresários consideram a corrupção como um problema. Em segundo lugar, se encontram os custos do transporte e da falta de uma logística adequada, que prejudicam especialmente as companhias européias que operam na América Central, no México e no Chile. Segundo destaca o relatório, além do impedimento representado pela ampla distância entre ambos os continentes, o nível dos serviços e das infra-estruturas básicas “não são suficientemente eficientes”.
Por último, a dificuldade dos trâmites alfandegários figura como terceiro obstáculo mais freqüente e especialmente prejudicial para as pequenas e médias empresas de ambos os continentes, que em sua maioria não sabem como apresentar queixas relacionada à cobrança de tarifas excessivas.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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