Costa marca primeira reunião com grevistas dos Correios

Em: 18 de julho de 2008
A paralisação conta com a adesão 19,8 mil funcionários, de um total de 110 mil empregados, de acordo com o último levantamento divulgado pela empresa.
A paralisação conta com a adesão 19,8 mil funcionários, de um total de 110 mil empregados, de acordo com o último levantamento divulgado pela empresa.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, marcou para este sábado uma reunião com representantes dos trabalhadores e da ECT (Empresa de Correios e Telégrafos) para negociar o fim da greve. Segundo a Fentect (Federação Nacional dos Trabalhadores em Empresas de Correios e Telégrafos e Similares), o encontro está marcado para as 11h, na sede dos Correios, em Brasília.
A reunião deste sábado é a primeira envolvendo o ministro Hélio Costa desde a deflagração da greve, em 1º de julho. A categoria reivindica o cumprimento de um acordo assinado com os Correios em novembro de 2007 e ratificado em abril deste ano. A Fentect afirma que, na ocasião, o compromisso teve o apoio de Costa. Na semana passada, o ministro afirmou que não concordava com a paralisação, pois os Correios tinham cumprido o acordo assinado.
“Não precisa ir à greve. Greve a gente só usa em última instância, e infelizmente a greve nos Correios foi a primeira instância. Ao invés de discutir até o último momento, preferiu-se fazer uma greve que prejudica o país. Nós e a diretoria dos Correios estamos atendendo praticamente a todas as reivindicações”, afirmou na sexta-feira o ministro Hélio Costa.

Atraso nas correspondências

A paralisação conta com a adesão 19,8 mil funcionários, de um total de 110 mil empregados, de acordo com o último levantamento divulgado pela empresa. A greve chegaou na sexta-feira ao 18º dia e causou o atraso de 127 milhões de correspondências.
Entre os carteiros, a adesão a greve é maior e, segundo a empresa, 14,3 mil entregadores, entre 53 mil, estão de braços cruzados. A greve começou com os funcionários reclamando que os Correios não fizeram a incorporação de 30% de adicional de periculosidade nos salários, negociação do plano de carreira e participação nos lucros, que estariam previsto no acordo firmado em novembro do ano passado e ratificado em abril deste ano.
A empresa afirma que o compromisso foi cumprido, com a adoção do plano de carreira e o pagamento de um adicional de R$ 260 já na folha de pagamento deste mês.

Audiência de conciliação

A paralisação na ECT conta com a adesão 19,8 mil funcionários, de um total de 110 mil empregados, de acordo com o último levantamento divulgado pela empresa. Entre os carteiros, a adesão a greve é maior e, segundo a empresa, 14,3 mil entregadores, entre 53 mil, estão de braços cruzados.
A audiência de conciliação no TST (Tribunal Superior do Trabalho), realizada na quinta-feira, não conseguiu unificar em uma proposta os trabalhadores e os Correios. O presidente do TST, ministro Rider Nogueira de Brito, recebeu sugestões diferentes do acordo para suspender a paralisação.
Os Correios aceitam discutir alguns pontos do Plano de Cargos, Carreiras e Salários de 2008, com mediação do TST. Além disso, a empresa pagaria, durante os meses de julho, agosto e setembro de 2008, abono emergencial de 30% do salário base dos carteiros. Sobre os dias parados, os Correios descontariam 50% e os outros 50% seriam compensados pelos grevistas.
A Fentect não concorda com a proposta e quer discutir todo plano de carreira, fixar os 30% como adicional de periculosidade para os carteiros, além da empresa pagar 50% dos dias parados.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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