Crescer

Em: 7 de fevereiro de 2018
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Diante de um suposto crescimento do PIB de aproximadamente 3% previsto para este ano conforme BC, como fruto da visível recuperação de vários segmentos da economia, aliados à redução do desemprego, liberação do FGTS e inflação baixa na visão de alguns, temos para NÓS que tais aspectos decorreram da retomada dos investimentos produtivos. Esperemos que o crescimento não seja um otimismo e que o governo federal faça sua parte, até porque só a alta do consumo impulsiona a arrecadação e a consequente recuperação da economia. Registre-se que a própria Receita Federal relata que “a arrecadação de impostos tivera a primeira alta real desde 2013” no mês de dezembro de 2017, quando comparada com a arrecadação do mesmo mês de 2016, sendo que no ano de 2017 crescera apenas 0,59%. Já superada a maior crise econômica dos últimos anos, com ela se enterrara a chamada “crise de crédito” a qual travara o Brasil, eis que o volume de financiamentos para as indústrias caira para 19% do PIB, o que inviabilizara o crescimento por longos anos. Há agora a expectativa de que o crédito voltará a dinamizar a economia em 2018, até porque os juros deverão acompanhar a taxa SELIC já em queda (de 14,25% para 7%), conforme análise do IEDI. Contudo, o mais importante sempre será o uso das novas tecnologias de informação aliadas à inteligência do ser humano como forma de melhor organizar o setor produtivo, objetivando captar as necessidades da demanda como um todo. Neste sentido a estrutura produtiva desde sua origem gerará o bem ou o serviço que atenderá as necessidades do mercado, sempre voltadas para o consumidor final, o verdadeiro destinatário-adquirente. Deve-se ressaltar, ainda, que estes sinais de recuperação não se confundem com as previsões dos próprios empresários que já vem se movimentando no sentido de reequiparem suas unidades produtivas. Como consequência destes sinais o IBGE informara que “a produção industrial crescera 2,5% em 2017, após três anos de queda, na comparação com o ano anterior”. Informa, ainda, que todos os setores tiveram crescimento, sendo que o setor automobilístico fora o que mais contribuíra vindo em seguida a produção de alimentos.

Hoje, uma das grandes preocupações reside na adaptação que vários segmentos da indústria devem realizar visando acompanharem a evolução da tecnologia. Tanto isto é verdade, que a CNI concluíra estudo que aponta que “de 24 setores cerca de 14, incluindo o vestuário e o têxtil, se encontram atrasados em relação a adoção de tecnologias digitais. E, como várias indústrias já estão com seus processos produtivos digitalizados e robotizados, há necessidade das demais receberem investimentos, visando alcançarem a competitividade existente, notadamente as que exportam.

E, por fim, o estudo identificara que “as indústrias extrativista, alimentícia, de bebidas e celulose e papel estão entre as mais avançadas nos quesitos avaliados”, justificando que tal se deve face “à alta produtividade e elevado coeficiente de exportação”.

Por outro lado, há de se registrar a valorização do IBOVESPA que fechara em alta de 11% em janeiro, o que demonstra o grau de confiabilidade na recuperação dada pelos investidores. Mas e o Brasil e seu povo? Qual o futuro da população e dos jovens? Infelizmente o quadro é grave, acrescentando-se, ainda, que “tungaram meio bilhão de reais da saúde e da educação para engordar o fundo partidário”, conforme informa Antonio Mendonça em seu blog.

Considerando este quadro, aliado às mazelas no cenário político e na educação, pouco resta de esperança num ano eleitoral. Será mais um ano perdido?

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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