Crescimento do crédito deve ser mais lento para o setor em 2012

Em: 27 de janeiro de 2012
A desaceleração do nível de atividade da indústria da construção nos últimos seis meses do ano passado está ligada ao fato de que 2010 foi atípico, quando registrou-se bastante crescimento
A desaceleração do nível de atividade da indústria da construção nos últimos seis meses do ano passado está ligada ao fato de que 2010 foi atípico, quando registrou-se bastante crescimento

Os financiamentos para a construção e a compra de imóveis, no ano passado, alcançaram o maior volume já registrado no país com R$ 79,9 bilhões. Foram emprestados R$ 23,7 bilhões a mais do que em 2010, o que representou um crescimento de 42%. O número de unidades financiadas chegou a 493 mil – 17% acima do ano anterior. Os dados foram anunciados ontem pelo novo presidente da Abecip (Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), Octávio de Lazari.
De acordo com o executivo, a previsão é manter o crédito imobiliário em alta neste ano de 2012, mas o ritmo de crescimento deverá ser um pouco mais lento com um aumento em torno de 30%. Na avaliação de Lazari, mesmo prevendo uma taxa menor, esse avanço esperado será muito expressivo, devendo alcançar R$ 103,9 bilhões.
“A nossa preocupação não é a de apresentar um crescimento elevado, e sim contínuo, de forma sustentável”, observou. Lazari acrescentou que existem sinalizações para um aumento da participação do crédito imobiliário no PIB (Produto Interno Bruto), do atual 4,7% para 10%, nos próximos anos, tomando por base o bom desempenho da economia interna.
Mas para isso, ele destacou, serão necessárias novas alternativas de captação de recursos, além da poupança. Ele informou que as negociações com as autoridades monetárias nesse sentido estão caminhando bem e que ainda neste ano poderão estar definidas. Entre as sugestões está o lançamento de novas opções de investimentos no mercado financeiro a exemplo do Covered Bonds, título já adotado na Europa.
No ano passado, a captação líquida da poupança atingiu R$ 9,4 bilhões e o saldo das cadernetas de poupança no SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo) aumentou 10% sobre 2010 totalizando R$ 330,6 bilhões.

Estabilização em 2011

A desaceleração do nível de atividade da indústria da construção nos últimos seis meses do ano passado está ligada ao fato de que 2010 foi atípico, quando registrou-se bastante crescimento, enquanto 2011 mostrou ser um ano de estabilização. A afirmação foi feita ontem pelo economista da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Danilo Garcia, ao divulgar a Sondagem da Indústria da Construção, na capital paulista.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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