Crescimento do emprego foi prejudicado pelas importações chinesas

Em: 28 de dezembro de 2011
De janeiro a outubro, foram criados 2,24 milhões de empregos contra 2,40 milhões no mesmo período do ano passado
De janeiro a outubro, foram criados 2,24 milhões de empregos contra 2,40 milhões no mesmo período do ano passado

O crescimento do emprego em 2011 foi menor do que o esperado devido à crise financeira internacional e à invasão de produtos importados em alguns setores como o de autopeças e vestuário. A previsão do Ministério do Trabalho era de uma geração de 3 milhões de empregos para este ano, mas o montante não deverá ser alcançado, ficando em torno de 2,7 milhões de empregos.
A meta foi revisada no segundo semestre desse ano, quando começou a ficar visível a queda nas contratações. De janeiro a outubro, foram criados 2,24 milhões de empregos contra 2,40 milhões no mesmo período do ano passado. Na indústria de transformação, de janeiro a outubro, foram 407.520 novos empregos e, no mesmo período do ano passado, as novas vagas do setor somaram 647.199.
Segundo o diretor técnico do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), Clemente Ganz Lucio, a estimativa do governo, de 3 milhões de empregos, era muito otimista. Além disso, a crise financeira internacional e o aumento da importação, principalmente de produtos chineses, prejudicaram a contratação de trabalhadores.
“Dado os efeitos da crise financeira na Europa, a economia chinesa focou suas importações em mercados como o do Brasil. Com isso, temos dificuldades de concorrer com o produto chinês.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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