Crescimento econômico ajuda a equilibrar Previdência

Em: 28 de novembro de 2007
Os efeitos benéficos da maior contratação deste tipo de mão-de-obra e dos salários mais altos oferecidos pelas empresas, que estão mais lucrativas
Os efeitos benéficos da maior contratação deste tipo de mão-de-obra e dos salários mais altos oferecidos pelas empresas, que estão mais lucrativas

O crescimento da eco­­no­mia brasileira es­­­­­­­tá gerando empre­gos­­­ de melhor qualidade (com carteira assinada) e ajudando a equilibrar as contas da Previdência. Os números do Caged (Cadastro-Geral de Emprego e Desemprego), do Ministério do Trabalho e Emprego, mostram que, de janeiro a outubro, foram aber­­tas 1,8 milhão de vagas com carteira assinada, um recorde em relação a 2004, último ano de crescimento forte na oferta de empregos formais.

Os efeitos benéficos da maior contratação deste tipo de mão-de-obra e dos salários mais altos oferecidos pelas empresas, que estão mais lucrativas, se refletem na arrecadação da contribuição previdenciária, que cresceu 9,4% de janeiro a outubro, enquanto a despesa aumentou 6,6% no mesmo período.

A receita do INSS tem registrado, ao longo de 2007, taxa de crescimento superior à do pagamento de benefícios­ previdenciários. A arrecadação das contribuições atingiu R$ 11,71 bilhões em outubro, o melhor resultado da série iniciada em 1995, quando o pagamento das aposen­­­tadorias rurais (criada pela Constituição de 88) e a queda do mercado de trabalho começaram a impactar nega­­tivamente as contas da Previdência. A arrecadação acumulada até o mês de outubro, de R$110,45 bilhões, foi 9,4% superior à do mesmo período do ano passado.

Com o resultado negativo de R$ 2,7 bilhões contabili­zado em outubro, o déficit deve fechar o ano em R$ 44,4 bilhões, praticamente es­­tável em comparação ao re­­­sultado de 2006, que ficou negativo em R$ 44,3 bilhões. O secretário de Políticas de Previdência Social do Mi­­nistério da Previdência, Hel­­mut Schwarzer, destacou que é a primeira vez em vários anos que ocorre esta inversão de tendência do déficit.

Mesmo assim, afirmou Sch­war­zer, “o governo continua atento às contas da Pre­­vidência, especialmente para o controle dos gastos. As despesas com auxílio-doença não relacionadas ao trabalho fo­­­ram reduzidas em 6,1% em outubro, em relação ao mes­­­mo mês do ano passado”.

Para o secretário, a melhora no desempenho das contas se deve também à criação da Receita Federal do Brasil, no final de 2006, que unificou a fiscalização da Previdência e da Receita Federal.

A partir deste ano, a Receita assumiu a cobrança da contribuição previdenciária.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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