O setor de mineração no Amazonas vai fechar o ano de 2007 com faturamento de R$ 213,407 milhões, alcançando incremento superior a 20% em relação ao ano anterior, segundo projeção do DNPM (Departamento Nacional de Produção Mineral).
No entanto, o potencial mineral no Estado é superior ao explorado atualmente, não sendo usufruído em sua totalidade devido a entraves ambientais, conforme avaliação do superintendente regional da CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), Marco Antônio Oliveira.
No período de janeiro a setembro, as mineradoras alcançaram um faturamento da ordem de R$ 151,085 milhões. Até o décimo mês deste ano, R$ 16,226 milhões foram repassados ao Estado sob forma de pagamento do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e R$ 2,635 milhões por meio da Cfem (Compensação Financeira para Exploração de Recursos Minerais), segundo informações do chefe do 8º distrito da DNPM, Fernando Burgos.
Em 2006, a exploração mineral rendeu aos cofres das empresas do setor a cifra de R$ 173,649 milhões. O Amazonas obteve R$ 18,649 milhões através do ICMS e R$ 2,811 milhões com o pagamento da Cfem.
De acordo com Burgos, o potencial das riquezas minerais do Estado, tomando como base apenas as reservas exploradas, é calculado em R$ 260,346 milhões.
Atualmente, o segmento gera no Estado 1.170 empregos diretos e 119 indiretos.
Segundo Marco Antônio Oliveira, o Estado possui muitas características atrativas em termos de mineração. Entre elas, estão a elevada dimensão territorial e a imaturidade geológica. “O Amazonas possui uma área da qual se tem pouco conhecimento, portanto, desperta maior interesse do que os Estados amplamente explorados”, explicou.
Além disso, Oliveira apontou a diversidade geológica como outro fator importante de atração de empresas. “Nós temos uma bacia que contém silvinita, gás, petróleo, caulim e bauxita em toda a área sedimentar”, disse. O geólogo informou ainda que há áreas em estudo no Alto Rio Negro e no sul do Amazonas com grande indícios de existência de bens metálicos como ouro, cobre, níquel e a platina.
Pólo Industrial de Manaus
Segundo o superintendente, é necessário buscar a verticalização da indústria do Pólo Industrial de Manaus. “Caso identificássemos a demanda do pólo, o serviço geológico saberia o que e onde procurar”, assegurou. Marco Oliveira informou que as principais especiarias da mineração absorvidas pelo pólo são tantalita, ligas novas, cerâmicas finas e semicondutores.
Os benefícios deste estudo serão refletidos na indústria, na mineração e, de maneira geral, na economia do Estado. De acordo com o especialista, a produção e utilização dos bens minerais diminuíram o número de exportações destes componentes, trazendo bons resultados para o Amazonas. “Os incentivos fiscais não seriam o principal atrativo da Zona Franca, se conseguíssemos processar a matéria-prima aqui. Os empregos e a receita também seriam triplicados”, revelou.
Nesta linha de atuação, a CPRM em parceria com a Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e uma rede de instituições de pesquisas como Inpa, IBGE e Embrapa, executou o Zoneamento Ecológico Econômico do Distrito Agropecuário da Suframa, no período de 2003 a 2005. “O objetivo era identificar as oportunidades e dinamizar a economia do distrito”, disse Marco Oliveira.
O expoente deste trabalho foi a promoção do caulim, isto é, a busca por empreendedores interessados em explorar este mineral, que é usado na fabricação de papel. “O caulim preenche a trama de celulose, sendo responsável pela cor branca do papel”, explicou. O Amazonas abriga, na BR 174, uma reserva de classe internacional de caulim, estimada em quase três milhões de toneladas. “A jazida já está incubada, esperando apenas por um empreendedor para explorar”, disse o superintendente.
Questão ambiental
Situação semelhante ocorre com a silvinita. Em Nova Olinda do Norte, existe uma jazida avaliada em US$ 50 bi







