Crise consolida Brasil como 8ª economia mundial

Em: 22 de agosto de 2010
A crise espanhola permitiu que o Brasil se firmasse na oitava posição entre as maiores economias do mundo
A crise espanhola permitiu que o Brasil se firmasse na oitava posição entre as maiores economias do mundo

A crise espanhola permitiu que o Brasil se firmasse na oitava posição entre as maiores economias do mundo.
Com base em números oficiais, o jornal econômico espanhol Expansion revelou no final da última semana que o ranking das maiores economias foi bastante modificado com a crise global nos últimos dois anos.
A China ultrapassou o Japão e agora se tornou a segunda maior economia do mundo. Já o Brasil superou a Espanha e é a oitava potência, em termos de PIB (Produto Interno Bruto) nominal.
Com base nos números do primeiro semestre, o PIB brasileiro seria de US$ 1,8 trilhão, ante US$ 1,5 trilhão da Espanha. Segundo o jornal, a Espanha chegou a ficar na sétima posição em 2007, quando ainda vivia um ‘boom’ econômico. Mas, com 20% de desemprego, um déficit colossal e uma economia estagnada, perdeu posições.
Já dados do FMI (Fundo Monetário Internacional), organizados por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating, indicam que a ultrapassagem da Espanha pelo Brasil teria acontecido ainda em 2009. Mas a persistência da crise nos países ricos e a rápida recuperação dos emergentes, como o Brasil, fizeram com que a diferença entre os dois países disparasse em 2010.
Em 2009, segundo os dados do FMI, o Brasil, com PIB de US$ 1,57 trilhão, estava na oitava posição do ranking, mas colado na Espanha, que era a nona colocada, com US$ 1,46 trilhão.
Já a projeção do FMI para 2010 joga o PIB brasileiro para US$ 1,91 trilhão, bem acima do US$ 1,56 trilhão previsto para a Espanha.
Outra prova do bom desempenho da economia brasileira é a divulgação de que o Brasil já possui a segunda melhor colocação na América Latina.
Segundo a Sondagem Econômica da América Latina, feita em parceria pelo IFO (Institute for Economic Research at the University of Munich) e pela FGV (Fundação Getúlio Vargas). Brasil continuou a mostrar em julho o segundo melhor clima econômico entre os países da América Latina, perdendo apenas para o Peru, que ocupa a primeira posição. Segundo a pesquisa, divulgada nesta quarta-feira, o ICE (Índice de Clima Econômico) do Brasil subiu de 7 pontos para 7,4 pontos de abril para julho, dentro de uma escala de zero a 9 pontos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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