Crise e eleições nos EUA podem acelerar Rodada Doha, diz Amorim

Em: 26 de janeiro de 2008
“Quando você está com febre, às vezes é mais difícil tomar um medicamente, mas é necessário”, disse Amorim em Davos -onde ocorre o Fórum Econômico Mundial
“Quando você está com febre, às vezes é mais difícil tomar um medicamente, mas é necessário”, disse Amorim em Davos -onde ocorre o Fórum Econômico Mundial

A crise financeira mundial -que muitos temem que acentue o protecionismo- e as eleições nos EUA poderiam acelerar a conclusão da Rodada Doha de liberalização do comércio mundial, disse na sexta-feira o chanceler brasileiro, Celso Amorim.

“Quando você está com febre, às vezes é mais difícil tomar um medicamente, mas é necessário”, disse Amorim em Davos -onde ocorre o Fórum Econômico Mundial- em referência à crise causada pela desaceleração econômica nos EUA. “As eleições no país podem ser também um fator de aceleração”.

O chanceler brasileiro -um dos quatro protagonistas das negociações da Rodada Doha junto aos seus colegas da União Européia, Índia e Estados Unidos- advertiu que uma nova onda protecionista poderia culminar em uma crise mundial como a de 1929. “A crise financeira pode trazer uma tentação protecionista, mas pela história sabemos que isso resulta em crises piores. Foi o que aconteceu em 1929”, disse.

Entre sexta-feira e sá-bado Amorim reuniu em separado com vários atores da Rodada Doha, como Peter Mandelson, comissário europeu de Comércio; Susan Schwab, representante de Comércio americana; Kamal Nath, ministro indiano de Comércio; e o secretário-geral da OMC, Pascal Lamy.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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