Com a crescente onda de assaltos no Centro e em vários bairros de Manaus, após o massacre de mais de 50 presos em uma das principais cadeias do Amazonas, a população manauara anda insegura de ir as ruas e, cada vez mais, procuram produtos e serviços de seguros variados.
Produtos seguros
No setor de venda de produtos para segurança de imóveis, como portões eletrônicos, câmeras e alarmes, o consultor de vendas da empresa MB 3000, Jander Guimarães, explica que a procura por esses produtos esta cada vez mais em alta. Porém, a falta de dinheiro, muitas vezes impede que o cliente invista na segurança da casa dele.
“Acho que a agora não só passamos pela insegurança, também as pessoas esbarram na crise econômica que país vêm enfrentando. Elas querem proteger sua residência e família, mas não têm dinheiro para investir em segurança”, lamenta o vendedor.
“Hoje, para se investir em segurança de qualidade em uma empresa ou banco, o empresário precisa desembolsar no mínimo, em um sistema de primeira linha R$3 mil a R$5 mil reais anualmente. E para a segurança de uma casa, o portão elétrico chega a custar de R$900 a R$1.500; a câmeras, R$1.800 com estalagem; e o alarme, R$900 reais”, informa o consultor.
Guimarães ressaltar ainda, que uma casa de pequeno porte pode ter sua segurança no valor de R$1.600. Já uma residência de grande porte, chega a custar o mesmo valor da segurança de uma empresa ou um banco.
E sobre os benefícios de instalar um equipamento de segurança em uma residência, Guimarães garante que a casa pode ser monitorada do trabalho do cliente, via celular, através de um sistema de 4 a 16 câmeras instalados em todo o imóvel. “Isso depende muito do tamanho da casa do cliente. Ela pode ser monitorada interna e externamente. E também com som que garante uma maior comodidade e segurança de sua família”, alerta ele.
Automóvel
E em relação à segurança de automóvel, o gerente de pós venda da concessionária Mardisa, revendedora da Mercedes Bens, Sergio Medeiros informa que todos os carros da concessionária já vêm com o sistema de segurança incluso de fabrica.
“Os nossos carros já possuem travas elétricas nas portas, vidros elétricos e GPS – (em inglês, global positioning system). Sistema que é hoje, o mais seguro para localizar carros em caso de roubo. Assim garantimos a segurança dos nossos carros e dos clientes”.
E sobre rastreador de segurança para automóveis, o dono da Rastriblock,- empresa que atende o Brasil ao rastrear automóveis via satélite- disse que o investimento custa R$ 1.380 com a anuidade de R$150. “Na verdade é um chip normal que vai dentro de um rastreador, e que monitora todo o percurso do carro por 24h. E essas informações ficam armazenadas por cinco anos no software que é disponibilizado para o cliente com senha e login”, explica ele.
Seguro
Outra forma de garantir a integridade física das pessoas, carros e objetos, são os variados tipos de seguros.
Em caso de perda parcial – roubo-, ou total – de acidente-, a consultora de venda de seguros, Marta Fernandes, disse que o seguro de um carro popular inicia R$ 1.5 mil a R$ 2 mil reais por ano. “Já os carros de médio porte, o valor do seguro custa de R$3 mil a R$ 5 mil; e o carro de luxo, de R$4 mil a R$ 8 mil ao ano”, explica ela.
Além do seguro de automóvel, Marta também vende seguro Previdência, nos valores ente R$200 e R$300, dependendo do tempo em que o segurado deseja pagar; seguro Balsa, de R$ 80 reais a R$ 200 reais.
“E quase ninguém faz seguro de objetos pessoais, porque o valor do seguro é acrescentado no total do seguro do veículo ou imóvel. Por isso, o valor sai mais caro para o cliente”, afirma a consultora.
O seguro roubo ou danificação de celular custa em médias R$ 250 reais em algumas lojas de Manaus.
Além do seguro, o cliente também pode baixar aplicativos de segurança que rastreia o celular em qualquer lugar que esteja. O aplicativo Porto Seguro Auto é um desses, pois oferece seguro de carro – caso de roubo e acidente, aparelho celular, viagem, saúde, vida, aluguel e etc.
Clima de insegurança após mortes no Compaj
O que aumentou a insegurança da população manauara nos últimos dias foi o massacre nos presídios do Amazonas, no dia primeiro de janeiro. A rebelião levou ao número de 56 detentos mortos no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), e outros quatro na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP), além de um total de 184 foragidos do Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), e do já citado Compaj.
De acordo com o presidente do Sindicato dos Empregados em Empresa de Segurança e Vigilância de Manaus, Valderli Bernardo, hoje, o Estado conta, apenas, com um contingente de 10.300 vigilantes espalhados em fabricas do Polo Industrial de Manaus (PIM), hospitais, lojas, postos de gasolinas e no Porto da cidade.
“O nosso contingente é pouco para manter a segurança de uma cidade. Mas, o que posso aconselhar é que as pessoas não saiam das suas casas depois das 19 horas. “Nesses dias de muitos assaltos, as pessoas precisam evitar Casas Lotéricas, caixas eletrônicos e pontos comerciais onde tenha o maior volume de pessoas. Além de ficar em frente das casas com os seus celulares nas mãos. Tudo isso chama a atenção dos bandidos”, alerta Bernardo.







