Cursos preparatórios enfrentam baixas de 15% a 30% em Manaus

Em: 4 de dezembro de 2007
Segundo coordenadores das instituições de ensino, o fato ocorre em função da grande parcela de vagas oferecidas nas universidades particulares
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Segundo coordenadores das instituições de ensino, o fato ocorre em função da grande parcela de vagas oferecidas nas universidades particulares

Os cursos de preparação para vestibular de Manaus registram decréscimo de 15% a 30% no número de alunos matriculados ao longo do ano de 2007, no comparativo com o ano passado. Segundo coordenadores das instituições de ensino, o fato ocorre em função da grande parcela de vagas oferecidas nas universidades particulares, onde o valor da mensalidade pode chegar a R$ 169.

De acordo com o coordenador e professor de física do Curso Objetivo Pré-Vestibular, Altemir Monteiro de Souza, o mercado está em situação delicada e aponta queda sucessiva de 10% ao ano no número de matriculados. Num comparativo entre 2007 e 2006 os índices apontam para baixa de até 15%.

O professor destaca a preparação de alunos e resultado positivo para os cursos que considera o carro-chefe para atração de novos alunos, como medicina, odontologia e direito. “No último vestibular da UEA, conseguimos classificar 27 alunos em medicina, 33,75% das 80 vagas oferecidas pela universidade”, afirmou.

Para Souza, as escolas preparatórias caem proporcionalmente à oferta de cursos nas faculdades particulares e outro fator a se considerar são as diversas formas de se pagar, entre parcelamento e financiamento a longo prazo.

Há 32 anos no mercado, a instituição tenta se manter e buscar seu espaço no contexto local de cursinhos. Oferece dez salas climatizadas, 23 professores e 800 vagas em cada um três períodos – manhã, tarde e noite.

Preparatórios se destacam

Outro cursinho que enfrenta um período de baixa é o Padrão Vestibulares. Há quase sete anos no mercado, o preparativo registrou redução de 30% na quantidade de alunos em 2007, no comparativo com o ano anterior, de acordo com o um dos proprietários, Eldo Marcolino de Souza.

Para o professor Eldo, o recuo no número de interessados em passar em uma faculdade pública se deu por conta da chegada das particulares e todas as facilidades que elas oferecem. Em contrapartida às perdas, ele destacou os preparatórios para concursos públicos, que deram um salto substancial neste ano.

O Padrão Vestibulares oferece nove salas, 20 professores. O preço médio da mensalidade é de R$ 140 mais R$30 da taxa única de material, mas para o professor esse valor não é motivo para o desinteresse dos alunos. “Em Belém do Pará, por exemplo, a média de uma mensalidade varia ente R$400 e R$ 600”, afirmou. Ele ressaltou a desordenação no calendário da UEA (Universidade do Estado do Amazonas) como outro ponto que enfraqueceu a procura no segundo semestre do ano.

Situação precária

Há dez anos em Manaus, o Pré-Médico Vestibulares enfrenta uma situação semelhante a de seus principais concorrentes. De acordo com o diretor da unidade, Geraldo Froes, em 2007 houve um decréscimo de 20% a 30% no número de alunos, em uma análise comparativa com ano anterior.

Para Froes o advento das faculdades particulares desestimulou o público estudantil a tentar uma vaga na federal ou estadual, antes preferidas. “Os estudantes já não querem pagar um cursinho porque é possível se encontrar cursos de R$ 169, como o de licenciatura em geografia no Centro Universitário Nilton Lins”, disse.

Segundo Froes, a instituição cobra R$ 150 de mensalidade mais R$ 40 da taxa única de material didático. Possui atualmente 18 salas mas devido a uma expansão na estrutura física, vai oferecer 12 a mais em fevereiro de 2008. “Estamos construindo um novo prédio que está em fase final construção. Deve funcionar a princípio como preparatório, mas a partir de 2009, será uma escola regular de ensino médio”.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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