O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou esta semana que os empréstimos do Tesouro ao BNDES foram importantes para evitar a queda do PIB no Brasil durante a crise financeira internacional de 2008 e 2009. Afirmou que o reforço no caixa do banco não implicou em aumento de custo para o Tesouro Nacional. “O custo é menor do que os ganhos com os empréstimos e os gastos com subsídios voltam em forma de aumento da arrecadação de impostos e dividendos do banco”.
Para Mantega, sem os financiamentos do BNDES ao setor produtivo e as demais medidas anticíclicas adotadas para o enfrentamento da crise o país teria registrado queda de 2,5% a 3% do PIB. “Quando cai o PIB, a arrecadação cai e o emprego cai”, citou.
“Nós evitamos o prejuízo com pagamento de seguro-desemprego, por exemplo, e não estaríamos crescendo no patamar de 6,5% em 2010”, argumentou durante entrevista para comentar o relatório “Economia Brasileira em Perspectiva”.
Segundo o ministro, entre 2003 e 2004, a participação do BNDES no total de financiamentos do Sistema Financeiro Nacional era de 24% e atualmente está em 20,2%, “Significa que o crédito livre (do setor privado) cresceu mais que o crédito do setor público”, disse Mantega.
Ele lembrou ainda que o BNDES não empresta apenas a grandes empresas. “É natural que as grandes empresas tomem empréstimos maiores.
Agora, somente em 2009 as pequenas e médias empresas obtiveram R$ 30 bilhões em financiamentos do BNDES, o que é incomum”, enfatizou o titular da Fazenda.
“É difícil uma empresa saudável, com um projeto sólido e bem fundamentado não consiga crédito no BNDES”, disse, citando a aprovação de 400 mil projetos no ano passado.
O ministro confirmou que o PIB em 2010 crescerá 6,5% pelas projeções da Fazenda divulgadas no relatório e destacou a retomada do crescimento no terceiro trimestre. Também enfatizou o aumento do PIB per capita: “Esse aumento se deve à aceleração do crescimento do PIB e à diminuição do crescimento populacional”.
Mantega destacou outros indicadores importantes da retomada do crescimento, como o resultado da indústria automobilística, com venda de mais de 300 mil unidades em julho e a evolução do mercado consumidor, medido pelo aumento expressivo da mobilidade social.
Conforme o ministro cada vez mais a população brasileira melhora sua condição de vida, passando das classes D e E para B e C.
Custo de empréstimos é menor que o ganho
Em: 30 de agosto de 2010
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reafirmou esta semana que os empréstimos do Tesouro ao BNDES foram importantes para evitar a queda do PIB no Brasil durante a crise financeira internacional de 2008 e 2009
Redação
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