Decifrando o espaço há 48 anos

Em: 27 de agosto de 2009
O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) comemorou 48 anos no último dia 3 de agosto. Não posso deixar de comentar do Instituto que abriu as portas e me deu muitas oportunidades para desenvolver tecnologia para o nosso país
O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) comemorou 48 anos no último dia 3 de agosto. Não posso deixar de comentar do Instituto que abriu as portas e me deu muitas oportunidades para desenvolver tecnologia para o nosso país

O Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) comemorou 48 anos no último dia 3 de agosto. Não posso deixar de comentar do Instituto que abriu as portas e me deu muitas oportunidades para desenvolver tecnologia para o nosso país. Eu nem precisaria falar, o INPE é reconhecido no mundo todo tanto pela ciência quanto pela tecnologia, como os sistemas de monitoramento, estudos climáticos e previsão do tempo, ciências espaciais, atmosféricas e do ambiente terrestre, engenharia de satélites e pela excelência de seus cursos de pós-graduação.
O que pouca gente sabe é que o Inpe possui laboratórios em Combustão e Propulsão, Física de Materiais e Física de Plasmas. Presta serviços operacionais de previsão do tempo e clima, monitoramento do desmatamento da Amazônia Legal, rastreio e controle de satélite, medidas de queimadas, raios e poluição do ar, e realiza testes e ensaios industriais de alta qualidade.
O Inpe iniciou um ousado projeto espacial, a plataforma orbital multimissão, cujo primeiro projeto encontra-se em avançada fase de execução, e a primeira plataforma deverá compor o satélite de sensoriamento remoto Amazônia-1, que permitirá o melhor acompanhamento de queimadas e desflorestamento. A segunda missão prevê a colocação em órbita de um satélite com imageador radar. E ainda outro satélite com experimentos científicos. Outro projeto importante é o CBERS, Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres, uma parceria com a China, até 2014, estão previstos os lançamentos de mais dois satélites deste programa: CBERS-3 e CBERS-4.
O Inpe mantém, desde 1993, o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados Ambientais. Atualmente, o sistema é operado por dois satélites em órbita próxima do equador, o SCD-1 e o SCD-2, primeiros satélites nacionais, produzidos inteiramente no país e um satélite em órbita polar, o CBERS-2B. O sistema conta, hoje, com mais de 750 PCD’s espalhadas pelo território nacional.
Com relação à Observação da Terra, destacam-se: o PRODES, Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite, considerado o maior programa de acompanhamento de florestas do mundo, por cobrir os 4 milhões de km2 de áreas florestais e por sua freqüência anual; o sistema DETER, Detecção de Desmatamento em Tempo Real, que utiliza sensores com alta freqüência de observação para reduzir as limitações da cobertura de nuvens; e o DEGRAD, Sistema de Monitoramento de Áreas de Florestas Degradadas na Amazônia. E, em breve, o Detex, sistema que verifica áreas de exploração seletiva de madeira.
Os recursos computacionais do Inpe colocam o Brasil entre países que detém alta capacidade de processamento dedicado para operação e pesquisa em tempo e clima, uma área altamente vinculada ao desenvolvimento do país, em especial nos setores agrícola, energético e na conservação do meio ambiente. Assim, o INPE cumpre seu objetivo e espera dos políticos o apoio necessário e da população reconhecimento e orgulho.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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