Deficit da capital é de R$ 1 bi ao mês

Em: 18 de julho de 2012
O deficit da balança comercial de Manaus já ultrapassa a marca dos US$ 6 bilhões no primeiro semestre deste ano, média de US$ 1 bilhão por mês
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O deficit da balança comercial de Manaus já ultrapassa a marca dos US$ 6 bilhões no primeiro semestre deste ano, média de US$ 1 bilhão por mês

O deficit da balança comercial de Manaus já ultrapassa a marca dos US$ 6 bilhões no primeiro semestre deste ano, média de US$ 1 bilhão por mês. Isso significa que a capital amazonense gastou no período o equivalente US$ 6,44 bilhões com importação, enquanto as exportações somaram apenas US$ 416, 32 milhões.
Segundo os últimos dados divulgado pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), apesar de a exportação ter crescido 0,96% no período, a importação registrou expansão de 5,52%, o que fez a diferença entre importados e exportados ser 5,86% superior ao deficit de US$ 5,96 bilhões acumulados nos seis primeiros meses do ano passado.
Entre os 2.268 municípios pesquisados pelo Mdic, Manaus foi a cidade que apresentou o pior saldo, ficando na última posição entre ‘vendas e compras’ no período e em segundo lugar entre as cidades que mais importaram no país perdendo apenas para São Paulo-SP (US$ 6,905 bilhões).
O analista econômico da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Gilmar Freitas, considerou o desempenho do município dentro do esperado. “Somos os segundos maiores importadores realmente, porque a segunda maior produção industrial do país está localizada no Distrito Industrial. E temos o pior saldo porque nossas exportações são basicamente representadas por concentrado para bebidas, motocicletas e aparelhos celulares, enquanto nossas importações são muito mais volumosas”
Além disso, o presidente do Corecon-AM (Conselho Regional de Economia do Amazonas), Ailson Rezende, reforça que o resultado do acumulado do ano no município acompanha a tendência do Amazonas de historicamente possuir um saldo deficitário, “já que Manaus representa cerca de 90% da balança estadual”, reforçou.

Principais produtos

O aumento das importações foi puxado pela compra de quatro produtos principais, entre eles, os componentes para receptores de radio e TV que custaram US$ 1,33 bilhões, 7,75% em relação a igual intervalo do ano passado.
Em seguida aparece o óleo diesel (US$ 278,56 milhões) e o conjunto para unidade de disco rígido, (US$ 247,84 milhões) que anotou expansão de 113,09%.
Também a importação de partes e acessórios para motocicletas de baixa cilindradas contribuiu para o acréscimo. Foram gastos com a compra desses insumos, US$ 22,78 milhões. Em 2011, esses produtos não eram importados.
China (US$ 2,233 bilhões), Coréia do Sul (US$ 1,04 bilhão) e Japão (US$ 702,08 milhões) seguem sendo os principais países de origem dos produtos que entram em Manaus. O maior crescimento ainda parte da China com 12,84%.
O leve incremento das exportações foi puxado pela venda para outros países do preparo utilizado na elaboração de bebidas (US$ 78.76 milhões), das motocicletas de baixa cilindrada (US$ 70,80 milhões) e dos terminais para telefones celulares (US$ 46,32 milhões). Expansões de 21,70%, 57,29% para os dois primeiros itens e retração de 4% para o último.
A Argentina aparece como o principal comprador dos produtos fabricados em Manaus, rendendo a cidade ganhos de US$ 107,024 milhões. Mesmo assim, a cifra é 12,24% menor frente ao resultado do mesmo período de 2011.
Já as compras da Colômbia (US$ 57,72 milhões) e da Venezuela (US$ 51,89 milhões) cresceram 28,75% e 35,94%, respectivamente.

Junho

Em junho a balança comercial manauara registrou deficit de US$ 1 bilhão, com gastos de importação que somaram US$ 1, 074 bilhão contra os ganhos dos produtos exportados que totalizaram US$ 74,43 milhões.
“A importação diminuiu porque já havia insumos no estoque e a exportação aumentou porque é preciso esvaziar esse estoque, Como o consumidor interno não está comprando, principalmente motocicletas, a exportação é o caminho. E isso deu o resultado balanceado do mês. Nos meses anteriores era mais preocupante, porque as fábricas estavam produzindo e estocando, sem liberar o produto”, explanou Ailson Rezende.
Em relação ao desempenho de maio, houve retração de 11,41% nas exportações e de 14,76% frente às importações.
Já no confronto com junho do ano passado, as exortações aumentaram 19,36% enquanto as importações recuaram 8,04%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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