A Previdência Social fechou o mês de março com déficit de R$ 2,635 bilhões, o que representa uma redução de 46,7% em relação ao resultado obtido no mesmo mês do ano passado. Na comparação com fevereiro deste ano, houve um incremento de 29,4%.
No mês passado, a arrecadação somou R$ 12,134 bilhões, e as despesas ficaram R$ 14,769 bilhões. Na comparação com março do ano passado, houve um aumento de 9,2% na arrecadação e queda de 8,1% nas despesas.
No trimestre, a Previdência Social teve um déficit de R$ 9,8 bilhões, uma queda de 17,2% na comparação com os primeiros três meses de 2007.
Nesse período, a arrecadação somou R$ 35,44 bilhões (crescimento de 9,9%) e as despesas atingiram R$ 45,25 bilhões (aumento de 2,6%).
A redução no déficit da Previdência Social no primeiro trimestre de 2008 levou o governo federal a rever a projeção para o resultado do ano.
O secretário de Políticas de Previdência Social, Helmut Schwarzer, afirmou que já trabalha com um déficit (diferença entre arrecadação e despesas) próximo a R$ 42 bilhões, ante estimativa anterior no valor de R$ 43 bilhões. Ele também considera ser possível chegar aos R$ 40,4 bilhões projetados pelo Ministério do Planejamento no Orçamento deste ano.
Despesas estão caindo diz executivo
“Não é um valor impossível. Mas estamos com uma indicação de que poderíamos chegar até a cifra de R$ 42 bilhões”, afirmou Schwarzer.
No trimestre, a Previdência Social teve um déficit de R$ 9,8 bilhões, uma queda de 17,2% na comparação com os primeiros três meses de 2007.
Helmut Schwarzer atribui o bom resultado ao crescimento da economia e do emprego, que tem contribuído para aumentar a arrecadação. Destacou também que as despesas vêm crescendo em um ritmo menor que nos últimos anos.
Nos três primeiros meses do ano, a arrecadação previdenciária somou um total de R$ 35,44 bilhões (crescimento de 9,9%) e as despesas atingiram R$ 45,25 bilhões (aumento de 2,6%).
Schwarzer diz que, apesar da melhora nas contas da Previdência, o governo ainda não pode abrir mão das regras atuais (como fator previdenciário e normas de reajuste) para garantir o equilíbrio do sistema. “O crescimento econômico é bom para a Previdência no curto prazo. Mas o número de contribuintes, que está crescendo, significa que irá aumentar o número de beneficiários no futuro”, disse o secretário.







