Deficit em transações é recorde no semestre

Em: 24 de julho de 2013
Balanço para os primeiros seis meses do ano mostra resultado semelhante ao verificado no ano de 1995
Balanço para os primeiros seis meses do ano mostra resultado semelhante ao verificado no ano de 1995

O saldo negativo nas transações correntes do Brasil com o exterior somou US$ 4 bilhões em junho, valor pouco menor que o registrado um ano antes (US$ 4,4 bilhões) e mais baixo que o projetado pelo Banco Central (US$ 5,4 bilhões) para o mês.
No primeiro semestre, o deficit soma US$ 43,5 bilhões, maior valor para o período desde 1995 e 72% superior ao rombo registrado de janeiro a junho de 2012 (US$ 25,2 bilhões).
Esse número reflete um desempenho fraco da balança comercial, que é influenciado por uma queda nas exportações e por um aumento das importações e também sofre impacto de uma mudança na forma de a Petrobras registrar suas compras de combustível no exterior no ano passado, o que levou parte dessas aquisições a só ser incluída nos dados oficiais em 2013.
Essas transações incluem as trocas comerciais de bens e serviços, como viagens e aluguéis de equipamentos, mais as transferências de renda, como remessa de lucros e pagamento de juros.
Já a conta capital e financeira – que registra a entrada e saída de investimentos no país- ficou positiva em junho em US$ 2,7 bilhões, não sendo suficiente portanto para cobrir o deficit nas transações correntes.
O destaque ficou pela entrada forte de investimento produtivo e de recursos para aplicação em renda fixa, que somaram US$ 7,2 bilhões cada. O fluxo expressivo de investimentos para títulos de renda fixa refletiu a retirada dos impostos sobre investimentos estrangeiros nessas aplicações em 5 de junho. Por outro lado, houve forte saída de recursos que estavam investidos em ações (US$ 3,7 bilhões).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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