O deficit fiscal do governo americano em outubro foi de US$ 176.4 bilhões, o primeiro do ano fiscal 2009-2010, informou na quinta-feira o Departamento do Tesouro do país.
O valor, que ficou acima dos US$ 150 bilhões esperados pelos analistas americanos, é o maior da história dos Estados Unidos para os meses de outubro, e indica mais um ano de forte deficit para as contas do governo local.
O deficit do ano fiscal 2008-2009, encerrado em setembro, ficou em US$ 1.42 trilhão -muito acima dos US$ 462 bilhões do ano fiscal anterior, que até então era o recorde negativo.
As contas do governo americano vem piorando desde o início da crise financeira global, que causou a redução das receitas fiscais, a desaceleração dos rendimentos de famílias e lares e pelo aumento das despesas ligadas à reativação da economia.
Gestão anterior
Além disso, problemas que vinham desde a gestão de George W. Bush, como os gastos relacionados às guerras no Iraque e no Afeganistão, persistem. Segundo estimativas do Departamento do Tesouro, a dívida pública total dos Estados Unidos deve chegar à casa dos US$ 12.104 trilhões -o limite permitido pelo Congresso- ainda em dezembro.
Auxílio desemprego
O número de pedidos iniciais de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caiu em 12 mil na semana encerrada no último dia 7, para 502 mil solicitações, contra 514 mil (dado revisado) no período imediatamente anterior. Trata-se do menor patamar desde a semana encerrada em 3 de janeiro. A média quadrissemanal, que atenua as volatilidades das leituras semanais, ficou em 519.750, uma queda de 4.500 pedidos em relação à média anterior, 524.250.
O número de pessoas que recebem o benefício há pelo menos duas semanas ficou em 5,631 milhões na semana encerrada no dia 31 de outubro (data da leitura mais recente disponível), uma queda de 139 mil em relação ao visto no período imediatamente anterior. Na semana passada o Departamento do Trabalho dos EUA informou que a economia americana perdeu 190 mil postos de trabalho em outubro, enquanto a taxa de desemprego chegou a 10,2%, maior desde abril de 1983 (em setembro, a taxa estava em 9,8%).
Criação de empregos
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou na quinta-feira que realizará um fórum na Casa Branca no próximo mês com empresários, sindicatos e organizações sem fins lucrativos, entre outros, para discutir fórmulas para a criação de emprego. Obama comemorou que a economia tenha voltado a crescer pela primeira vez em mais de um ano, mas afirmou que essa alta “não levou ainda ao crescimento do emprego” que é “desesperadoramente” necessário.
Descreveu como um “sinal animador” um relatório publicado hoje que mostra que os pedidos semanais de seguro-desemprego caíram, mas, mesmo assim, reconheceu que há milhões de pessoas buscando um posto de trabalho.
O Departamento de Trabalho americano afirmou na quinta-feira que o número semanal de pedidos de seguro-desemprego diminuiu em 12 mil e ficou em 502 mil na semana passada.







