Deputado quer CPI Ronda no Bairro

Em: 11 de setembro de 2014
CPI será para investigar aluguel de viaturas do programa que consome R$ 1,2 bilhão
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CPI será para investigar aluguel de viaturas do programa que consome R$ 1,2 bilhão

O deputado estadual Marco Antônio Chico Preto (PMN) informou durante a Sessão Plenária da Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas), nesta quarta-feira (10), que irá apresentar um pedido de instalação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o contrato de aluguel de viaturas e equipamentos do programa Ronda no Bairro. O documento, segundo o parlamentar, será apresentado durante a Sessão Ordinária desta quinta-feira (11).
“Apresentarei então, ainda no dia de amanhã (quinta-feira, 11), com os subsídios necessários, com o fato concreto e determinado, um pedido de formação de uma CPI para que os contratos do Ronda no Bairro sejam passados a limpo e que essa questão fique de uma vez por todas esclarecida. Os números, os contratos, as discrepâncias que existem nesse momento sobre um programa que consome um R$ 1,2 bilhão”, disse.

Segurança
O deputado estadual Marcos Rotta (PMDB), também chamou a atenção para a questão da segurança e a entrada de drogas no Amazonas.
“A segurança pública é dever de todos e nós precisamos fazer com que a sociedade amazonense, principalmente os gestores da segurança, possam compreender o momento delicado que estamos passando. É necessário criar mecanismos para impedir que os jovens tenham acesso ao consumo de entorpecentes. Hoje, Manaus tem 80 mil dependentes químicos, fruto da entrada de drogas, quase 200 toneladas por ano e nós precisamos mobilizar todos os seguimentos para acabar com esse tráfico no nosso Estado”, afirmou Rotta.
O parlamentar destacou o programa Ronda no Bairro como um excelente modelo de segurança, mas que precisa ser reestruturado com urgência. “Eu defendi o programa Ronda no Bairro nessa tribuna, porque muito antes do programa ser estabelecido no Amazonas eu já o acompanhava e posso dizer que a intenção foi a das melhores possíveis, de criar no Estado do Amazonas uma política comunitária, próxima do cidadão, para que a população pudesse voltar a confiar na boa polícia. O modelo é tão bom que já foi copiado por outros Estados. Porém, o Ronda no Bairro se agigantou e o Estado não conseguiu acompanhar a demanda progressiva das ações do programa, que por ser um bom modelo, foi cada vez mais cobrado em Manaus e nos municípios do interior do Estado. Hoje temos um deficit no Ronda no Bairro e quem afirma isso são as pessoas nas ruas, nos bairros”, lamentou.
O líder do PMDB na Aleam chamou a atenção para o problema da falta de viaturas nas ruas. “Eu não quero acreditar que mais de 339 viaturas não estejam rodando como determina o contrato que foi firmado. Se as viaturas não estão rodando, onde estão?. Se não existem 600 motocicletas hoje operando no Ronda no Bairro, onde estão essas motocicletas?”, indagou. “Nós queremos saber e colaborar porque somos representantes da sociedade. Nosso papel também é o de alertar o governo e eu sempre fiz isso. A intenção é chamar a atenção para a questão da segurança pública. Em Benjamim Constant, por exemplo, tem uma viatura e dois policiais. Essa mesma viatura também atende ao município de Atalaia do Norte. É lamentável”, finalizou.

Defesa
Em discurso no Grande Expediente desta quarta-feira (10) na Aleam (Assembleia Legislativa do Amazonas), o deputado estadual Sidney Leite (PROS) lembrou os investimentos feitos pelo atual governo em segurança pública, o que, de acordo com ele, representa o maior investimento feito na área nos últimos tempos.
“Temos de reconhecer que antes Manaus tinha apenas 30 viaturas de polícia e hoje tem 180 viaturas e 80 motocicletas, fazendo a ronda por turno, e, para isso foram contratados mais de quatro mil homens com um investimento total de R$ 1,4 bilhão”, citou.
Na oportunidade, o deputado reconheceu que ainda existem dificuldades que prejudicam a segurança pública. “O Ronda no Bairro não chega de forma mais célere no interior porque existem 800 homens da polícia à disposição dos poderes. Além disso, o Brasil faz fronteiras com países campeões em produção de drogas e, infelizmente, as Polícias Militar e Civil não são preparadas para combater o tráfico internacional de drogas”, afirmou, acrescentando que fatores sociais como a venda de bebidas alcoólicas a menores de idade é outro contribuinte para o aumento dos índices da violência.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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