Setor espera propostas de candidatos

Em: 12 de setembro de 2014
Líderes do cooperativismo financeiro nacional estão reunidos em Manaus no 10º Concred
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Líderes do cooperativismo financeiro nacional estão reunidos em Manaus no 10º Concred

O setor de cooperativismo financeiro no Brasil está preocupado com as políticas a serem implementada pelo próximo governo federal. Apesar da força entre as pequenas instituições financeiras, o segmento depende de fatores da macroeconomia e das oscilações de mercado favoráveis para se manter em atividade. Com objetivo de apontar novos rumos ao sistema, 1,4 mil líderes, estão reunidos desde quarta-feira em Manaus, no auditório do Tropical Hotel, no 10º Concred (Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito), evento que termina hoje. O setor conta com mais de 6 milhões de pessoas envolvidas e beneficiadas em mais de 313 instituições financeiras.
“Temos apenas a certeza de que devemos estar preparados para mudanças e dificuldades, para tomar atitudes que resguardem o segmento. O próximo governo precisará aumentar a credibilidade para que se aumentem os investimentos no país”, diz o presidente da Confebras (Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito), Celso Régis
O presidente da Confebras vê pouco empenho dos candidatos a presidente ao falarem sobre cooperativismo financeiro e afirma que tem guardado as propostas para setores da macreoeconomia. “Esperamos boas propostas do próximo governo. Por sermos pequenos, temos mais chances de sermos afetados por mudanças econômicas, por isso é necessária esta união para aguentarmos o baque”, resume.
Para Régis, assim como os demais setores da economia, o cooperativismo financeiro tem patinado nos últimos meses. São apontados como fatores de retração, a dificuldade de acesso ao crédito que vem em cascata, acompanhando os índices macro, a Copa do Mundo que estagnou vendas e investimentos e a proximidade com as eleições, que segundo as lideranças, causa desconfiança geral. Ainda de acordo com o presidente “O governo tem que ser menos interventor e ser mais agente de desenvolvimento”, fecha.
Em concordância com a Confebras, o gerente Administrativo e Financeiro da Credempresas-Am (Cooperativa de Crédito dos Empresários de Manaus), Djalma Filho, sugere que cooperativas utilizem o tempo que ainda resta para estudos das propostas. “Temos na Assembleia a Frencoop (Frente Parlamentar do Cooperativismo do Amazonas) que defende os interesses do setor, as vezes indicando, assim como faz a Confebras, a procurarmos observar os candidatos que tenham a melhor proposta, compromisso e responsabilidade com a causa. Precisamos redobrar os cuidados, já que não temos a mesma força que as demais instituições financeiras, corremos mais riscos que elas”, conta Djalma Filho.
Sob o tema “Integração do Sistema Nacional de Crédito Cooperativo: O Melhor Caminho”. No 10º Concred, que teve palestras e feira de negócios voltados ao setor, foi discutida sustentabilidade, inclusão financeira e governança em cooperativas, entre outros assuntos.

Cartilha
Para um maior aproveitamento do voto, o Sistema OCB (Organização das Cooperativas do Brasil) disponibilizou em julho a cartilha ‘Cooperativismo e Eleições – 2014’. De acordo com o presidente do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, a publicação ressalta como as sociedades cooperativas podem contribuir no processo de orientação aos associados em relação à participação efetiva dos cooperados nas eleições. “Nós, como cooperativistas e integrantes de um movimento social organizado, teremos, mais uma vez, a oportunidade de vivenciar o processo democrático, assim como já praticamos diariamente em nossas sociedades cooperativas. Da mesma forma como no cooperativismo, nas eleições, cada pessoa tem direito a um voto, e para exercê-lo, é preciso conhecer, além das normas eleitorais, a trajetória política dos seus candidatos e saber do seu real compromisso com as causas cooperativistas”, comentou Freitas.

Concred
O tema eleição também foi assunto da palestra ‘Perspectivas Econômicas Frente ao Novo Governo’, proferida pela jornalista Mara Luquet. Segundo a jornalista “cada candidato tem sua receita para o cooperativismo, devemos saber se vai dar certo, saber o quão rápido e eficiente será esta receita. Mas independente de quem seja eleito, os problemas ainda serão de baixa produtividade e eficiência, que terão que ser superados para alavancar a economia,” concluiu.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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