Desemprego afasta jovens da universidade

Em: 9 de novembro de 2010
Pesquisa da agência Namosca mostra que remuneração também garante estudos em nível superior
Pesquisa da agência Namosca mostra que remuneração também garante estudos em nível superior

Os números do desemprego entre os jovens no país e a falta de renda influenciam a vida dos universitários. Recente, a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) mostra números alarmantes, de que 42,2% dos desempregados brasileiros têm idades entre 16 e 24 anos. Se considerados os números da pesquisa da agência Namosca, especialista em comunicação e marketing jovem, o panorama torna-se um desafio para o país que demanda mais profissionais qualificados, já que 35% dos alunos do ensino superior têm no trabalho a única fonte de renda.
“É claro que a remuneração e o trabalho são fatores que ajudam a manter o jovem nas universidades”, comentou o sócio da Namosca, Marcos Calliari. Os dados da Namosca detalham ainda os hábitos dos alunos das principais faculdades do país.
Atualmente, 59% dos universitários brasileiros contam com um emprego, seja estágio – remunerado ou não – ou trabalho efetivo. Entre eles, 24% já contam com trabalhos efetivos e apenas 10% participam de programas de estágio não remunerados. Menos da metade dos universitários apenas estuda, em números chegam a 41%.
Nas principais capitais brasileiras, o número de estudantes empregados é maior do que os que só se dedicam à faculdade. Em Curitiba, por exemplo, 70% dos jovens já trabalham, em Salvador, este número é 69%. No Rio de Janeiro, 64% dos universitários têm emprego e em São Paulo capital, 58%.
Desta forma, é possível perceber que o emprego se torna cada vez mais importante na vida dos jovens brasileiros e que é uma preocupação cada dia mais presente, já que 28,6% dos entrevistados acreditam que o mais importante no atual estágio de vida são os estudos e a carreira.
Os dados foram obtidos por meio de uma pesquisa realizada pela agência Namosca, com 729 jovens de todo o Brasil. O universo entrevistado está na faixa de 18 a 25 anos e cursa as principais universidades do país nas cidades de São Paulo, Ribeirão Preto, Campinas, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba e Salvador.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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