Desoneração de tributos vai elevar negócios

Em: 12 de maio de 2008
Dirigentes da indústria do PIM aprovam a nova política industrial lançada ontem pelo governo federal, por conta da redução de impostos para setores como bens de informática e químicos.
Dirigentes da indústria do PIM aprovam a nova política industrial lançada ontem pelo governo federal, por conta da redução de impostos para setores como bens de informática e químicos.

As metas macroeconômicas previstas na Política de Desenvolvimento Produtivo, lançadas ontem pelo governo federal foram bem recebidas pelo empresariado amazonense, cuja previsão é de que pelo menos 15 medidas de desoneração tributária e financiamento impactem diretamente no desempenho industrial de setores locais, como os de bens de informática e concentrados químicos para elaboração de bebidas.
O diretor-executivo da Aceam (Associação de Comércio Exterior da Amazônia), Moacyr Bittencourt, afirmou que a nova política industrial vai fomentar mais empresas, principalmente as de pequeno porte, a investirem no crescimento a partir da desoneração da produção para facilitar a oferta de produtos destinados às exportações. Dentre as novas medidas lançadas pelo governo, as que prevêem o aumento em cerca de 10% do número de micro e pequenas empresas exportadoras, além da meta de ampliar a obtenção de incentivo, crédito e financiamento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) foram as mais elogiadas pelo executivo.

Atrair
investidores
Em relação à redução de impostos no processo fabril de até 20% em relação ao volume pago atualmente, Bittencourt afirmou que a iniciativa deve atrair mais empresas para o comércio exterior, mas ressaltou a importância de ações de traders (orientadores financeiros) junto às pequenas e microempresas na consolidação da venda para o exterior. No entendimento do diretor, é necessário organizar o sistema de venda em Manaus a partir de um acompanhamento gerencial das pequenas indústria desde a hora da promoção dos bens até a negociação do preço no exterior.
“Além disso, seria interessante haver um seguro de crédito para o exportador que garantisse o aumento da expectativa de negócios sem o temor de perdas na desvalorização do câmbio ou inadimplências de clientes internacionais”, acrescentou , Bittencourt.
Mas para o empresário Alcides Leite, a Política de Desenvolvimento Produtivo não é um plano completo, por não resolver os gargalos da competitividade das empresas, como a alta carga tributária, burocracia, falta de infra-estrutura e mão-de-obra qualificada, além dos problemas cambiais. O exportador, lembrando a alta desvalorização do dólar frente à moeda nacional, também enfatizou não acreditar que o plano deva impactar mais seriamente no volume das exportações no Estado do Amazonas.
“O que resolveria seria o destravamento geral da economia, além de uma reforma tributária e trabalhista. O Estado não tem uma virtuose para o comércio exterior, embora, no geral, garanto que ainda iremos colher alguns frutos deste plano, como aumento dos produtos brasileiros exportados, ampliação dos investimentos em inovações no setor industrial e aumento do número de pequenas e médias empresas exportadoras”, acrescentou.

Contemplar
regiões
O titular da Sefaz (Secretaria de Estado da Fazenda), Isper Abrahim, explicou que as novas medidas de incentivo industrial contemplam a regionalidade dos centros industriais, aspecto que representa o grande diferencial em relação a outras práticas já implantadas pelo governo federal. Mas se por um lado o secretário disse não ter base teórica mais aprofundada para assegurar se o Estado perderá ou não volume na arrecadação tributária com a desoneração de até 20% nas operações fabris, Isper Abrahim disse que a nova política industrial vai incentivar a busca de oportunidades de negócios no exterior por meio da prospecção de mercados, estudos e análises das oportunidades. “Isso significa casar operações de compras e vendas internacionais, ou seja, estabelecer contatos entre exportadores e importadores”, disse.

Fieam defende política de desvalorização da moeda

No entendimento do presidente da Fieam (Federação das Indústrias do Estado do Amazonas), Antônio Silva, desonerar a produção e expandir as exportações é fundamental para o contínuo crescimento da indústria amazonense. Em nota, o executivo disse que a redução no ritmo da produção industrial nos tr

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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