Dia dos Pais trouxe incremento em vendas e faturamento  

Em: 26 de agosto de 2022

Andréia Leite

O Dia dos Pais fez o volume de vendas crescer 10,9% nos shopping centers de todo o Brasil, na comparação com o mesmo período de 2021, de acordo com o ICVA (Índice Cielo do Varejo Ampliado), elaborado pela Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce). 

Na semana que antecedeu a data, os shoppings projetavam incremento de 16% nas vendas em comparação ao ano passado, Mas os números foram satisfatórios, pois a alta no balanço não ficou restrita ao ano passado e quando confrontado com o período pré-pandemia (2019), o resultado ficou 8,8% superior ao daquele ano.

Glauco Humai, presidente da Abrasce, atribuiu que o aumento constante de visitantes nos shoppings eleva as projeções para um bom segundo semestre, impulsionado por algumas das principais datas comemorativas do ano, como Dia das Crianças, Black Friday e Natal. “São resultados animadores que mostram consumidores retornando cada vez mais aos shoppings. Os investidores e empreendedores do setor devem começar a colher cada vez mais frutos ao longo do ano e 2022 está se mostrando ainda mais promissor do que imaginávamos”, finaliza o executivo.

Da mesma forma, o balanço da Alshop (Associação Brasileira de Lojistas de Shopping), registrou números próximos. “A gente vê que o fator determinante do progresso no volume de vendas do Dia dos Pais em comparação a 2019 e ao ano passado, é o fluxo de pessoas que está normalizando nos centros de compras e garantiu probabilidade de vendas ainda maior com a data”, comparou Luis Augusto Ildefonso, diretor institucional da Alshop. 

Segundo ele, o consumidor está criando uma confiança maior em função da preocupação e cuidado adotados pelos shopping centers  durante a pandemia. “Não tivemos casos de Covid e isso trouxe segurança aos clientes que estão ficando mais tempo nos locais”.

Segundo a Alshop, o ticket médio foi de R$ 176 reais, menor que o da Abrasce que ficou em R$ 193, no entanto,  o resultado dos outros números da entidade que representa os lojistas se sobrepõe aos dados da Abrasce. 

‘A economia está muito fraca em virtude do desemprego, inflação, fatores que deveriam deixar o consumidor longe, mas a demanda reprimida, está fazendo eles voltarem aos shoppings. E nesse segundo semestre a expectativa é bem melhor que o início do ano, pois há portabilidade de compra maior, as datas sazonais que são importantes e devem ter um desempenho muito bom”, estimou o diretor. 

“Essa retomada não vai ser a todo vigor a economia estar brecando um pouco, mas o horizonte é melhor que do início do ano”, complementou.

A percepção do membro da diretoria da Alasc (Associação dos Lojistas do Amazonas Shopping), André Gesta, está em consonância com o que apontam os balanços da entidade. A depender dos segmentos, alguns registraram incremento de até  8%. “Foi bem melhor que o ano passado. Não temos dados gerais. O que podemos afirmar é que o movimento foi muito bom e isso demonstra retromada”. 

Ele também aposta nas próximas datas comemorativas que devem garantir maior consistência em vendas e faturamento.

No Amazonas, o fluxo de consumidores nos shoppings já era observado semana antes da data. O que elevou o otimismo dos lojistas. Apesar de não citar percentual, os setores de calçados e vestuário garantiram grande performance.  A pesquisa da Abrasce apontava que a intenção de consumo vinha dos referidos segmentos. 

Ticket Médio 

O comércio nos shoppings movimentou R$ 4,2 bilhões, um montante R$ 400 milhões superior aos R$ 3,8 bilhões do ano passado. Com isto, o valor médio gasto pelos consumidores manteve-se estável, na comparação com o mesmo período de 2021, e ficou em R$ 193. Ainda assim, ele é 10% superior ao ticket da data em 2019 (R$ 176) e 101% maior que os R$ 96 registrados nas lojas de rua, em 2022.

Andréia Leite

é repórter do Jornal do Commercio
Pesquisar