Dilma aponta PAC como saída para crise

Em: 29 de abril de 2009
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que mesmo diante do cenário de crise econômica global o Brasil tem uma situação confortável e que por isso não quebrou
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A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que mesmo diante do cenário de crise econômica global o Brasil tem uma situação confortável e que por isso não quebrou

A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que mesmo diante do cenário de crise econômica global o Brasil tem uma situação confortável e que por isso não quebrou. Dilma admitiu que, existe de fato crise, mas deixou claro que o governo federal está estudando alternativas para dar uma alavancada na economia dos municípios brasileiros por intermédio do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).
A garantia da ministra foi dada na terça-feira na Conferência Amazonense sobre os impactos socioeconômicos da crise mundial em relação aos municípios, realizada no Auditório da Assembléia Legislativa do Estado.
Segundo Dilma, o PAC é o mecanismo fundamental para alavancar a economia dos municípios brasileiros e pediu aos prefeitos e vereadores presentes ao encontro para encaminharem suas sugestões o mais rapidamente possível, para que o governo possa estudá-las e encontrar a melhor forma para aproveitá-las em benefício do povo brasileiro.
Na ocasião, o governador Eduardo Braga assinou o termo de adesão do Amazonas ao programa “Minha Casa, Minha Vida”, que vai destinar 22 mil casas para as famílias menos favorecidas de todo o Estado. Também assinaram o termo a superintendente regional da Caixa Econômica, Noêmia de Souza Jacob, e a ministra Dilma Rousseff.
No país serão, ao todo, 400 mil moradias para a faixa salarial de 0 a 3 salários mínimos, cujo valor da prestação será de 10% da renda, respeitado o valor mínimo de R$ 50.
Entre as atitudes do governo Lula de combate a crise global em favor dos municípios brasileiros, apontadas pela ministra, foi a ampliação dos recursos do programa Bolsa Família, visando dotar os mesmos de renda. O governo manteve neste ano os mesmos níveis de receita do FPM (Fundo de Participação dos Municípios) inerente ao ano passado.
O governo federal não reduziu os investimentos da Reman (Refinaria de Manaus). Dilma garantiu que o governo federal repassou a quantia de R$ 100 bilhões para o Bndes (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), visando garantir a manutenção dos trabalhos realizados pela Reman. “O governo manteve os investimentos do PAC, visando gerar dois turnos de trabalho na Petrobras e Eletrobras, visando manter os empregos dos trabalhadores”, disse.
Segundo Dilma, o presidente Lula determinou a realização de urgentes estudos para a liberação de recursos para socorrer as famílias vitimadas pela enchente no Estado e garantiu a restauração da rodovia BR-319. “Por se tratar de uma situação grave, o governo federal vai dar toda a ajuda necessária para o Amazonas cuidar dessa situação e inclusive já pediu que seja feito um levantamento das perdas”, disse.
Na opinião Dilma Rousseff, o governo do presidente Lula está construindo um olhar do Brasil a partir da Amazônia. Ela citou que o atual governo melhorou a vida do povo e está tratando de outras questões da região a exemplo da regularização fundiária, uma lei que está tramitando no Congresso que visa propiciar terra a quem está produzindo. “Os ricos geralmente têm o título de propriedade, e agora o pobre também vai ter porque a propriedade é uma porta para a cidadania”, disse, lembrando que a questão fundiária é base e que se isso não for feito o governo não tem como combater o desmatamento. O grande desafio na opinião da ministra é desenvolver a Amazônia e ao mesmo tempo preservar o meio ambiente proporcionando renda, salário, emprego a partir de sua riqueza natural. Ela disse que o Brasil durante anos esteve de costas para a Amazônia, o Nordeste e o Centro-Oeste, era como se só existisse um pedaço do país. “Nunca olhou a partir do povo de cada Estado”, afirmou, lembrando o governo Lula está modificando isso.

Ministra da Casa Civil livra Amazonas do apagão

Dilma Rousseff ressaltou a capacidade de gerenciamento e de luta do governador Eduardo Braga. Ela contou que tão logo assumiu o governo, em 2003, Braga procurou-a, em Brasília, para lhe mostrar um relatório onde constava que o Amazonas sofreria um dos maiores apagões de sua história. Braga afirmou diversas vezes que o Amazonas, pela sua grandiosidade, não merecia um tratamento discriminatório, e apelou ao governo federal para uma solução rápida para o problema. A ministra garantiu, então, que a partir daí firmou um compromisso com o Amazonas, não deixando que o apagão chegasse por aqui em nenhum momento. “As soluções só são conseguidas quando se utiliza a vontade política, tomam-se decisões acertadas, usa-se a competência e aplicam-se estratégias”, explicou Dilma. No caso especifico do Amazonas, ela contou que o governo federal conseguiu remanejar geradores de outros Estados e de locais onde estavam sendo subutilizados, acabando com a ameaça de apagão.

Amiga do Amazonas

Para o governador Eduardo Braga, a ministra Dilma Rousseff tem se constituído em uma das maiores amigas do Amazonas. E explicou o porquê: “Se o apagão não passou por aqui nos últimos sete anos, agradeçamos a Dilma; se Manaus vai poder contar com água tratada para mais de 500 mil pessoas em 2010, agradeçamos à Dilma Rousseff”, destacou Braga, afirmando que ainda ontem iria discutir com a ministra-chefe da Casa Civil e com o ministro do Transportes, Alfredo Nascimento, soluções para as famílias desabrigadas pela enchente no Amazonas.
Eduardo Braga explicou que a enchente deste ano, do modo como se afigura, tem causado preocupações ao governo e prefeituras do interior, porque milhares de famílias já foram atingidas pela força das águas. Segundo ele, pelo menos 20 mil famílias já estão desabrigadas e a área de frente de mais de 10 municípios está desabando devido à força das águas. “Eu tenho acompanhado, pessoalmente, a distribuição do cartão de ajuda às vítimas da enchente e tenho visto famílias que já perderam toda sua produção agrícola e outras que nem mais lugar onde morar têm”, disse Braga. Para ele, causa dor ver, de perto, o desespero de famílias que não têm para onde ir e nem mais o que colher, porque tudo o que plantaram já foi tragado pelas águas.
Segundo Braga, a reunião entre a ministra e os prefeitos foi inédita e histórica porque reuniu prefeitos de 60 municípios, autoridades estaduais, federais, ministros, senadores, para discutir desafios e soluções importante para este Estado, no momento em que se enfrenta uma crise se reduz receitas dos Estados.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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