Discussões sobre PPB de telefones celulares têm prosseguimento

Em: 19 de janeiro de 2008
Entre as propostas, destaca-se a que defende a criação de um instituto de capacitação em áreas de futuro, como TI (Tecnologia da Informação) e nano e biotecnologia
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Entre as propostas, destaca-se a que defende a criação de um instituto de capacitação em áreas de futuro, como TI (Tecnologia da Informação) e nano e biotecnologia

O grupo de especialistas que está trabalhando na revisão do planejamento estratégico da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) apresentou ao ministro de Assuntos Estratégicos, Roberto Mangabeira Unger, propostas que visam fortalecer o modelo ZFM (Zona Franca de Manaus) e que podem contribuir para a formatação do plano de desenvolvimento que o ministro está elaborando para a Amazônia.

Entre as propostas, destaca-se a que defende a criação de um instituto de capacitação em áreas de futuro, como TI (Tecnologia da Informação) e nano e biotecnologia. Trata-se do ITA (Instituto de Tecnologia da Amazônia) do Norte.

As propostas foram apresentadas pelo pesquisador Tadao Takahashi, coordenador executivo do Projeto Arara, que reúne os especialistas envolvidos na revisão do plano de ações da superintendência para a sua área de atuação, a Amazônia Oci­dental (Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima) mais a ALC (Área de Livre Comércio) de Macapá e Santana, no Amapá, para o período 2008 a 2011, com horizonte de 25 anos.

Takahashi participou da reunião da comitiva interministerial na sede da autarquia na última quinta-feira, comandada por Unger, que incluiu o ministro da Cultura, Gilberto Gil, repre­sentantes das principais ins­tituições de ensino e pesqui­sa do país, comunidade científica local, governo e parlamentares do Amazonas.­

A comitiva chegou a Manaus depois de passar por Belém e Santarém, no Estado do Pará. As viagens fazem parte do esforço do ministro em ouvir e debater com as lideranças locais os problemas que enfrentam na busca pelo desenvolvimento sustentável.

Unger defende que o futuro do país passa pela Amazônia, e que qualquer plano de desenvolvimento de vanguarda deve priorizar a região. “Temos que trabalhar um plano que esteja inserido na política nacional. A Amazônia é o nosso grande laboratório, com diversas potencialidades adormecidas e que podemos potencializá-las com a inclusão social”.

Flávia destaca sucesso do modelo ZFM

No encontro na sede da Suframa ocorreu após amplo debate com o governo do Amazonas e a comunidade científica no CBA (Centro de Biotecnologia da Amazônia), a superintendente da autarquia, Flávia Skrobot Barbosa Grosso, destacou ao ministro a história de sucesso do modelo ZFM ao longo de 40 anos e que projetos como o pólo industrial de Manaus precisam ser fortalecidos e incorporados nas novas políticas para a região.

“Este é um modelo que fatura US$ 25 bilhões por ano, exporta, abriga empresas de alta tecnologia, emprega mais de 500 mil pessoas na indústria e gera receita que é aplicada nas regiões mais carentes da área em que atuamos”, ressaltou a superintendente.

O pesquisador Tadao Takahashi, coordenador executivo do Projeto Arara, apresentou propostas durante reunião com o ministro Mangabeira Unger. Dentre elas, a revisão de um marco regulatório mais adequado ao modelo ZFM –incluindo o PIM, as ALC e os APLs (Arranjos Produtivos Locais) interioranos– se pauta em dois vetores fundamentais: (1) estabilida­de jurídica, de modo que a competitividade tributária das empresas incentivadas de Manaus seja preservada; e (2) estímulo a novas frentes produtivas (gasquímica, biotecnologia, etc.).

Nova arquitetura

 A segunda evolução do marco institucional da Suframa trata da criação de uma nova arquitetura para a Suframa, institucionalizando seu papel como Agência Regional de Desenvolvimento Industrial, fortalecendo suas atividades fiscalizatórias, criando um Fundo Privado para gestão de receitas que não sejam contingenciadas, etc.

Outra proposta é a criação de um ITA (Instituto de Tecnologia da Amazônia), que se concentrará em formar recursos humanos avançados em algumas áreas portadoras de futuro TICs (Tecnologias de Informação e Comunicação), Nanotecnologias, etc.) e a gerar tecnologias e quadros de liderança de classe mundial. Terá ações articuladas com outras entidades locais que estarão liderando ações em áreas complementares, tais como saúde, biote

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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