Dólar fraco volta a derrubar as exportações do Amazonas

Em: 14 de outubro de 2010
Dados divulgados pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) revelam que setembro fechou com US$ 87.64 milhões
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Dados divulgados pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) revelam que setembro fechou com US$ 87.64 milhões

Pelo segundo mês consecutivo as exportações do Amazonas registraram queda. Dados divulgados pelo Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior) revelam que setembro fechou com US$ 87.64 milhões. Esta é a terceira menor cifra alcançada pelo Estado em 2010, perdendo apenas para os meses de janeiro (U$$ 62.47 milhões) e fevereiro (US$ 75.70 milhões).
O fenômeno já é acompanhado desde agosto, quando as exportações encolheram 6% em relação a julho. Em setembro, a diferença saltou para 16% na comparação com o mês anterior.
O economista Sérgio Melo lembra que o baixo desempenho das vendas para o exterior é um fato observado em todos os países com moedas valorizadas. “Os nossos preços estão perdendo em relação aos demais mercados que têm moedas não valorizadas. A Alemanha, por exemplo, já vem reclamando sobre isto recentemente. A principal queixa deles é referente aos produtos chineses”, explicou.
Melo ressalta o impacto dos produtos vindos da China, negociados com moeda de baixo valor no mercado e, por este motivo, com preços mais atrativos. “A moeda chinesa não possui taxa de câmbio flutuante [quando o valor é estabelecido pelo mercado]. Ela é definida pelo governo”, comentou o economista.
Apesar da queda nas exportações, as indústrias ligadas ao ramo de bebidas comemoram o tímido crescimento alcançado nos últimos meses. O setor conseguiu sair do patamar dos US$ 12 milhões, posição que ocupou em agosto e julho deste ano, e chegou a setembro com US$ 18.37 milhões, 53,12% a mais.
Segundo o diretor geral da Recorfama, única exportadora de concentrados do Estado, e diretor do Sintrabem (Sindicato da Indústria de Bebidas em Geral de Manaus), Jório Veiga, o segmento acompanhou a expansão do consumo na América Latina e Caribe. “Atualmente, nossos maiores consumidores fora do Brasil são a Venezuela, a Colômbia e o Paraguai. Além de cerca de 100 marcas locais, também exportamos muita Coca-Cola e Coca-cola Light”, complementou Veiga.
Nas demais regiões, as cidades do Nordeste foram as que mais cresceram em comparação a setembro de 2009, uma expansão em torno de 40%. As vendas ao exterior passaram de US$ 8.23 bilhões para US$ 11.58 bilhões. Já as exportações do Norte, em setembro, pularam de US$ 7.38 bilhões para US$ 10.24 bilhões. Em relação ao acumulado do Amazonas, dos nove primeiros meses do ano, os dígitos ultrapassam os US$ 850 milhões.

Compra de insumos

A compra de insumos e de produtos acabados de outros países para o Amazonas ainda continua em alta. Setembro teve um pequeno acréscimo de 0,61%, US$ 1.165 bilhão (setembro) contra US$ 1.158 bilhão (agosto). No acumulado, as aquisições no estrangeiro totalizam US$ 8.30 bilhões.
Componentes para aparelhos de TV (US$ 286.15 milhões) lideram a lista de importações do Amazonas, seguidos por óleo diesel (US$ 64.79 milhões) e circuitos integrados monolíticos (US$ 35.20 milhões).
A China continua liderando o mercado de vendas para o Estado com cerca de US$ 1.34 bilhão de itens no carrinho de compras do Amazonas. Foram comercializados para cá, apenas em setembro, US$ 384.22 milhões. Logo depois dos chineses, Coreia do Sul e EUA também se mantiveram em segundo e terceiro lugar, respectivamente, na preferência da compra das indústrias e empresas locais.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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