As vendas totais registradas no e-commerce brasileiro atingiram a marca de R$ 169,6
bilhões em 2022. Os dados são da ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) e revelam um crescimento de 5% em relação ao ano anterior. Foram
cerca de 368,7 milhões de pedidos e um ticket médio de R$ 460 por cliente no ano
passado. O Amazonas faturou R$ 1,3 bilhão com 2,5 milhões de pedidos e 500 mil compradores.
Ao analisar os dados do mercado no Amazonas, o especialista em e-commerce André Botelho, observou que o faturamento segue em curva crescente desde 2017. Porém é interessante pontuar que o ticket médio se manteve praticamente estável (cerca de R$ 450) e o número de compradores cresceu pouco, entre 3% e 5%.
“Por outro lado, o número de pedidos cresce na ordem de 10% a 11% ao ano. Ou seja, os números mostram o aumento da recorrência de compra, muito baseado no aumento do nível de serviço das lojas e no nível de confiança por parte dos consumidores. Portanto, para os lojistas, investimentos nessas áreas, certamente contribuirão para o crescimento dos resultados em 2023”, analisou.
No país, os destaques de vendas foram nos segmentos de eletrodomésticos, telefonia,
eletrônicos, casa e decoração, informática e moda. O setor de alimentos e bebidas
também registrou crescimento no período, influenciado pelos jogos da Copa do
Mundo. Essa peculiaridade de 2022 impactou positivamente o número de pedidos,
porém diminuiu o preço das vendas.
Segundo a ABComm, o mercado na região Norte ao longo de 2022, apresentou R$ 5 bilhões em faturamento. Foram 9,5 milhões de pedidos e 2,1 milhões de compradores. Os números do Norte são observados de pesquisas de mercado e do Amazonas estimado pela participação do Estado na região em termos de PIB.
“A região Norte vem mantendo a sua participação no e-commerce em torno de 3% do faturamento nacional. Existe muito espaço para crescimento do e-commerce na região, já que a proporção de compradores online por habitante é de aproximadamente 12% enquanto que no Nordeste é de 20% e no Sudeste de 55%”, destacou Alexandre Crivellaro, diretor de inteligência de mercado da ABComm.
As compras pela internet seguem crescendo e, hoje, representam mais de 10% de todo o segmento do varejo nacional, segundo um novo levantamento da entidade sobre o fluxo de 2022.
Para 2023, a projeção de crescimento é maior, segundo a ABComm. A expectativa
gira em torno de 9,5%, podendo atingir os R$ 186 bilhões ao fim do ano. No período,
o ticket médio deve se manter ainda em equilíbrio, chegando a R$ 470. Já os pedidos
podem alcançar os 395 milhões.
Mauricio Salvador, presidente da ABComm, explica que o baixo crescimento nas
vendas do ano gera mais expectativas para 2023, mas, em um cenário marcado pelo
controle da pandemia, os níveis do e-commerce devem se manter estáveis.
“Apesar da digitalização crescente da sociedade global, o pós-pandemia colocou os
consumidores de volta nas ruas e esse contexto deve refletir em um crescimento mais
lento do setor se comparado aos anos de isolamento social”, destaca o executivo.
Outros resultados
Em comparação com o período pré-pandemia, o e-commerce brasileiro teve um aumento de faturamento de 785% nos cinco primeiros meses de 2022, segundo um estudo da SmartHint.
E esse crescimento não mostra indícios de que vai parar. O relatório The Global Payments Report 2022 aponta que o e-commerce brasileiro terá um crescimento anual de 18% até 2025.
O e-commerce brasileiro registrou um faturamento total de R$ 182,7 bilhões em 2021, segundo a Ebit Nielsen. O valor representa um recorde histórico do setor e marca um crescimento de 27% em relação ao ano anterior.
Ao todo, foram realizados 353 milhões de pedidos no comércio eletrônico ao longo do ano, 16,9% a mais que em 2020, de acordo com um relatório da Neotrust.
Comparativos
As categorias com o maior número de pedidos em 2021, conforme o levantamento da Neotrust, foram Moda, Beleza e Perfumaria, Saúde, Celulares e Utensílios Domésticos.
Já em relação ao faturamento, os segmentos de destaque foram Celulares, Eletrodomésticos, Eletrônicos, Informática e Moda.
Mesmo não aparecendo nesse ranking, ainda vale destacar a categoria de Alimentos e Bebidas, que obteve um crescimento expressivo de 107% de um ano para o outro, em relação ao número de pedidos —os dados são da Ebit Nielsen.







