Economia do mercado atinge recorde no ano com aumento de 30% em agosto

Em: 1 de novembro de 2007
Em agosto, enquanto o custo médio da energia no mercado cativo foi de R$ 212,56/ MWh, o do mercado livre ficou em R$ 148,85/MWh
Em agosto, enquanto o custo médio da energia no mercado cativo foi de R$ 212,56/ MWh, o do mercado livre ficou em R$ 148,85/MWh

Apesar do aumento do custo de energia elétrica que vem sendo observado nos últimos meses, o mercado livre continua assegurando expressivas margens de economia para as empresas participantes. Em agosto, enquanto o custo médio da energia no mercado cativo foi de R$ 212,56/ MWh, o do mercado livre ficou em R$ 148,85/MWh. Ou seja, em agosto os consumidores livres economizaram 30% em relação às tarifas que estariam pagando se ainda estivessem no mercado cativo.

Em reais, essa economia somou cerca de R$ 430 milhões. Se for considerado o período de janeiro a agosto de 2007, a economia chega a R$ 2,8 bilhões. Os dados são de levantamento realizado pela Comerc Comercializadora, um dos maiores traders de energia do país, com base em 104 unidades consumidoras espalhadas pelo país, que representam cerca de 10% do mercado livre total, e nos preços praticados pelas distribuidoras de energia.

Em agosto, o volume do consumo de energia no mercado livre atingiu 9.080 MW médios, equivalentes a 18,6% de todo consumo do país (SIN – Sistema Interligado Nacional).
O mercado livre de energia foi criado durante o governo de Fernando Henrique Cardoso, em 1995, com a lei 9.074. Ao criar esse mercado, o objetivo do governo foi estimular a livre concorrência e, com isso, proporcionar a redução dos custos com energia elétrica, ao estimular a maior competitividade das empresas brasileiras. Atualmente, há cerca de 676 empresas usufruindo os benefícios do mercado livre, totalizando aproximadamente mil unidades industriais.

No mercado livre de energia, o consumidor pode escolher o seu fornecedor de energia elétrica em toda a extensão do Sistema Interligado Nacional, conforme sua conveniência, bem como o melhor preço ofertado pelos geradores ou agentes comercializadores.

Hoje, existem dois tipos de consumidores no mercado livre: o consumidor livre convencional -aquele que apresenta demanda igual ou superior a 3,0 MW e pode negociar e adquirir energia de qualquer fonte de geração; e o consumidor livre especial, o que apresenta demanda igual ou superior a 0,5 MW -individual ou somatório de diferentes unidades-, ou ainda pode negociar e adquirir somente energia gerada por fontes alternativas -hidrelétrica de pequeno porte, termelétrica movida à biomassa e energia eólica.

Comercializadora independente

A Comerc Comercializadora é uma das maiores comercializadoras independentes de energia elétrica do país. Fundada em 2001, a empresa é membro da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica), e agente comercializador autorizado pela Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

A empresa atua nos seguintes segmentos: compra e venda de energia elétrica, sempre visando as melhores condições para os seus clientes, seja a curto, médio ou longo prazo, a preços fixos ou variáveis; formulação de estratégias de posicionamento no mercado de energia e estruturação de produtos sob medida para os clientes, tais como opções, collars, swaps e hedge contra o risco de variação de preço entre submercados.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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