Edua se despede da Jaqueira

Em: 14 de maio de 2013
O prédio da Jaqueira, que durante décadas foi ocupado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas, deverá entrar em reformas e sofrer uma restauração
O prédio da Jaqueira, que durante décadas foi ocupado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas, deverá entrar em reformas e sofrer uma restauração

“Queima” de livros da Edua (Editora da Universidade Federal do Amazonas). E não se trata de mais um ato de invasores que pilhavam e tacavam fogo nos livros e bibliotecas dos povos invadidos, isso na antiguidade e até recentemente, na invasão do Iraque pelos americanos, em 2003. Na Edua, a “queima” é nos preços dos livros que ocupam os depósitos localizados no prédio da Jaqueira, antiga Faculdade de Direito, na praça dos Remédios.
O prédio da Jaqueira, que durante décadas foi ocupado pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Amazonas, deverá entrar em reformas e sofrer uma restauração. Os depósitos da Editora, que ocupam três salas do prédio, serão transferidos para a administração, há três anos funcionando no campus da Ufam. Para facilitar essa transferência, os depósitos estão sendo esvaziados com a realização de mais uma Feira dos Livros da Edua, que já teve outras edições realizadas em instituições públicas da cidade.
“Todos os mais de 200 títulos em estoque, sofreram redução nos preços, com valores que chegam a R$ 2. E para cada R$ 10 em compras, a pessoa ainda leva mais um livro da promoção”, disse Job Queiroz, secretário geral da Editora.
Segundo Job, a Feira deve durar por todo o mês de maio, das 8h às 17h, de segunda a sábado, no hall de entrada do prédio. Alguns livros lançados esse ano, como “Intersecção de Gênero na Amazônia”, de Iraildes Caldas e Fabiane dos Santos; “Solimões, Imagens e Memórias de uma Viagem”, de Otoni Mesquita, Sínval Gonçalves e Lúcia Ferreira; e “Solimões, Diário de uma Viagem”, de Lúcia Ferreira, podem ser encontrados na Feira com preços abaixo dos valores do dia dos lançamentos.

Clássicos e consagrados

À frente da Edua desde 2009, a professora Iraildes Caldas Torres comemora o sucesso da editora, que “a cada edição se esmera na qualidade e no conteúdo das publicações, como a que será lançada no próximo dia 1º de junho, ‘Álvaro Páscoa, o golpe fundo’, de Luciane Páscoa”, falou. “Com mais esse livro da série Oficina das Artes, fixamos um momento importante na construção desse surpreendente e multifacetado painel dos artistas do Amazonas, seus processos criativos e reunião de obras”, escreveu Renan Freitas Pinto, ex-diretor da Edua, na apresentação do livro.
Entre os clássicos que podem ser encontrados na Feira de Livros, “A Distribuição dos povos entre Rio Branco…”, R$ 10, “Começos de Arte na Selva”, R$ 30, e “Dois Anos entre os Indígenas”, R$ 60, os três do alemão Theodor Koch-Grunberg; ou “Viagem pelo Rio Amazonas”, de Paul Marcoy, R$ 30, e “Viagem Filosófica ao Rio Negro”, de Alexandre Rodrigues Ferreira, R$ 40.
Autores amazonenses consagrados também estão com seus livros na Feira. Arthur Engrácio (Antologia do Novo Conto Amazonense), Luiz Bacellar (Frauta de Barro), Jorge Tufic (Varanda de Pássaros) e Astrid Cabral (Visgo da Terra, entre vários outros como Márcio Souza, Aldísio Filgueiras, Mário Ypiranga Monteiro, Max Carpenthier e Zemaria Pinto, com preços, em média, a R$ 5, cada livro.
Quanto aos campeões de vendas, eles também poderão ser encontrados na Feira. “A Amazônia dos Viajantes”, de Almir Diniz e Nelson Noronha, R$ 35, “A Imigração Japonesa no Amazonas”, de Michele Eduarda Brasil de Sá, R$ 20, “A Origem da Noite”, de Feliciano Lana, R$ 10, “Escravidão Indígena”, de Mário Ypiranga Monteiro, R$ 10.
“La Belle Vitrine”, de Otoni Mesquita, R$ 40, “Manaus e Liverpool”, de David Pennington, R$ 40, “O Complexo da Amazônia”, de Djalma Batista, R$ 30, “Povo Tukano”, de Gabriel Gentil, R$ 10, “Viagem pelo Rio Amazonas”, de Paul Marcoy, R$ 30, e “Vozes da Amazônia”, de Élide Rugal e Renan Freitas Pinto, R$ 10, e “Amazônia, um pouco antes e além depois”, de Samuel Benchimol, R$ 40, entre os principais.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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