


Por Lilian D’Araujo
@lydcorr
Como em todos os dias de votação em Manaus, a cidade amanheceu coberta de ‘santinhos’ (panfletos que levam os números dos candidatos), principalmente em frente às zonas eleitorais e pontos de maior movimentação de pessoas. A prática é crime eleitoral.
Historicamente, em ano de eleições nacionais, a quantidade de santinhos é maior por conta da grande quantidade de candidatos que o eleitor precisa votar ao mesmo tempo. Outro motivo, é que quando há eleições presidenciais, a campanha dos candidatos ao planalto toma muita atenção popular e os eleitores tradicionalmente deixam para escolher seus candidatos a deputado estadual e federal apenas às vésperas do pleito. Portanto, de olho nos indecisos, os candidatos a deputados estaduais e federais acabam “derramando santinhos” nas cidades.
Repetindo as administrações anteriores, no entanto,a Prefeitura de Manaus garantiu a presença de uma força-tarefa para atuar na limpeza, além dos outros serviços essenciais. O esquema pôs 150 servidores da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) atuando nas ruas da cidade desde as primeiras horas da manhã, o que não impediu as ruas de ficarem cobertas de santinhos.
“A coleta de lixo garantiu efetivo reforçado para atender os principais pontos de votação e as demandas do TRE-AM”, afirmou o secretário da Semulsp, Altervi Moreira, prometendo a retirada do lixo no mesmo dia.
Grandes pontos de votação, como a Universidade Nilton Lins, no Parque das Laranjeiras (zona Centro-Sul), escolas do bairro Coroado e a Escola Estadual José Lindoso,no bairro Novo Aleixo, Zona Norte, foram alguns dos pontos mais afetados pela poluição dos santinhos.
O Ministério Público Eleitoral (MP Eleitoral) alerta que o derrame de santinhos gera impactos sociais e políticos, podendo influenciar os eleitores no dia do pleito de forma ampla e geral, contribuindo para que criem ou modifiquem seu convencimento para votar no “número” que tem à vista.
No caso de situações irregulares, os promotores eleitorais fazem o registro com fotografias que demonstrem a prática e que permitam identificar os candidatos beneficiados. A partir daí, deve ser instaurado uma notícia de fato ou um procedimento preparatório eleitoral, com as informações do relatório de fiscalização, e os documentos devem ser remetidos à Procuradoria Regional Eleitoral, para apuração.
Mais de 2,6 milhões de eleitores estavam aptos de ir às urnas para escolher os representantes para os cargos de presidente da República, governador, senador, deputado federal e estadual neste domingo.
Manaus possui 13 zonas de votação, sendo o maior colégio eleitoral do Estado, reunindo 53,5% do eleitorado: 1.415.957 eleitores.
Parintins é o segundo maior colégio eleitoral do Amazonas, com 72.964 eleitores, seguido de Manacapuru, Itacoatiara e Coari. A menor concentração de eleitores está em Japurá, com 5.149.







