O fato de não ser mais líder do prefeito Amazonino Mendes na CMM (Câmara Municipal de Manaus), pode dar ao vereador Isaac Tayah (PTB) a possibilidade de ter a base de oposição ao seu lado na corrida pela presidência da CMM, caso venha a ter segundo turno. A votação acontece hoje pela manhã, no plenário Adriano Jorge.
A possibilidade foi levantada pelo vereador Marcelo Ramos (PSB), ontem em entrevista ao Jornal do Commercio. Segundo o parlamentar, a decisão pode ser tomada caso Tayah consiga levar a votação para segundo turno. “Se houver segundo turno entre Isaac e Homero, nós reuniremos os seis parlamentares da bancada e tomaremos a decisão em conjunto, a certeza que tenho é de que os seis votos irão para o mesmo candidato”, salientou Ramos.
Para vereador, o racha é o resultado de uma gestão que não leva em consideração os anos de defesa e contribuição dados por Tayah em defesa de Amazonino. “O prefeito tem encontrado dificuldades em dialogar com os vereadores, nisso incluo os seus aliados. Além do destrate, Amazonino faz hoje uma gestão fracassada e que vai contra os interesses da população. Acredito que o rompimento tenha sido o ápice do desencontro do Executivo com seus aliados, a base não tem mais como defender o indefensável”, frisou.
O parlamentar disse creditar que, apesar de possuir inúmeras qualidades, Homero ainda é inexperiente e submisso às vontades do Executivo, o que faz com que seu nome seja o menos indicado para gerir a Câmara. “Ele ainda está em seu primeiro mandato, e visivelmente possui dificuldades de relacionamento com seus próprios colegas de plenário. Ele pode até ser presidente, mas, se o for, será na marra, e não naturalmente, sua eleição não expressará a real vontade dos vereadores e sim a vontade coagida e manipulada pelo Executivo Municipal”, analisou.
Para Tayah, o apoio da base de oposição seria muito bem-vindo já que, segundo ele, ambos possuem a mesma linha de equilíbrio em suas decisões na Casa.
“Temos o mesmo objetivo, queremos uma Câmara independente, juntos poderemos fazer uma gestão que leve em consideração as ideias de todos independente de posicionamentos políticos”, falou.
Aprovação da LOA para o município de Manaus
Marcelo Ramos intitulou de vergonhoso o posicionamento dos vereadores que se colocaram contra as 337 emendas apresentadas ao Projeto de Lei do Executivo, que está estimado em R$ 2,496 bilhões para a realização de investimentos na cidade no ano de 2011.
“É vergonhoso o que os vereadores da base aliada fizeram ontem nesta Casa. O vereador ao abrir mão de um poder que é seu por direito perde um pedaço do seu mandato e isso é um grande perigo para a democracia. Podemos abrir mão de tudo, menos das nossas prerrogativas, porque é isso que legitima o Poder Legislativo desta Casa”, comentou.







