Emprego aponta para consolidação do mercado interno, avalia Iedi

Em: 28 de junho de 2010
Em maio, segundo dados da pesquisa PME do IBGE, a taxa de desocupação em maio foi de 7,5%, o que representou relativa estabilidade frente o mês imediatamente anterior (+0,2 p.p.)
Em maio, segundo dados da pesquisa PME do IBGE, a taxa de desocupação em maio foi de 7,5%, o que representou relativa estabilidade frente o mês imediatamente anterior (+0,2 p.p.)

Em maio, segundo dados da pesquisa PME do IBGE, a taxa de desocupação em maio foi de 7,5%, o que representou relativa estabilidade frente o mês imediatamente anterior (+0,2 p.p.). Cabe destacar que este resultado representou o menor patamar da taxa de desocupação para um mês de maio. Regionalmente, apenas Porto Alegre registrou queda da taxa de desemprego (–0,4 p.p.), fechando o mês em 5,0% da PEA. Por outro lado, Salvador (+0,8 p.p.) e Recife (+0,6 p.p.) assinalaram as maiores altas. No confronto com o mesmo mês de 2009, a taxa de desocupação assinalou recuo de 1,3 p.p.. Essa queda foi conseqüência do desempenho das taxas de São Paulo (–2,4 p.p., fechando o mês com 7,8%), Porto Alegre (–1,1 p.p.) e Belo Horizonte (–0,9 p.p.). A taxa de desocupação acumulada entre janeiro e maio de 2010, contra igual período de 2009, apresentou queda de 1,3 p.p., enquanto que para os últimos 12 meses a variação foi de –0,5 p.p.
A população economicamente ativa (PEA) foi estimada em 23,64 milhões de pessoas em maio, 112 mil a mais que em abril, o que representou em termos relativos um incremento de 0,5%. O número de pessoas ocupadas registrou relativa estabilidade (0,3%), enquanto o número de desocupados assinalou alta expressiva de 3,2% (1,764 milhão de pessoas). Este aumento da população desocupada deveu-se ao aumento da procura por trabalho devido ao cenário econômico mais favorável, não atendido pelo crescimento da ocupação. Contra maio de 2009, a variação da PEA foi positiva em 2,7%. A população ocupada obteve avanço de 4,3% na mesma base de comparação, enquanto a população desocupada registrou queda de 13,4%. Já no acumulado do ano, frente mesmo período de 2009, o crescimento de 2,1% da PEA deveu-se ao crescimento de 3,6% da população ocupada, ao passo que a população desocupada decresceu 13,2%.
Setorialmente, a ocupação nas seis regiões metropolitanas pesquisadas apresentou os seguintes destaques na passagem abril para maio: Outras atividades (4,3%), Administração pública (2,0%), Indústria extrativa e de transformação e Construção (ambos com crescimento de 0,8%). Em sentido contrário, atuaram, principalmente: Comércio, reparação de veículos automotores e de objetos pessoais e domésticos (–1,1%) e Serviços domésticos (–1,0%).
Na comparação entre maio de 2010 e maio de 2009, o destaque foi a elevação da ocupação na Construção (11,4%), seguindo pela Indústria extrativa e de transformação (6,3%), Intermediação financeira (4,7%) e Administração pública (4,3%). Em sentido oposto, os declínios vieram de Serviços domésticos (–1,5%) e Comércio (–0,9%). No confronto entre janeiro-maio de 2010 frente 2009, as variações acumuladas de maior intensidade foram: Outras atividades (12,0%), Construção (9,9%), Outros serviços (5,6%) e Intermediação financeira (5,5%).
Os 21,878 milhões de ocupados das seis regiões metropolitanas contempladas pela PME, em maio, distribuíram-se, principalmente, entre trabalhadores com carteira (11,2 milhões), trabalhadores por conta própria (4,032 milhões) e empregados sem carteira (3,975 milhões). Em termos relativos, frente a abril, a categoria de posição na ocupação que assinalou o maior incremento foi de empregados conta própria, com elevação de 0,9%, após recuo de 1,4% no mês anterior. Destaca-se ainda o aumento de 0,7% dos trabalhadores sem carteira assinada.
Na comparação mensal (mês/ mesmo mês do ano anterior), o crescimento de 4,3% da população ocupada foi influenciado pelo aumento de 7,0% dos empregados com caretira assinada, seguido pelos trabalhadores conta-própria (3,6%) e empregadores (3,5%). No acumulado entre janeiro e maio de 2010, contra igual período de 2009, o destaque foi a elevação de 6,3% dos empregados com carteira e de 3,0% dos trabalhadores por conta própria.

Rendimento médio

O rendimento médio real dos trabalhadores, que foi de R$ 1.417,30, em reais de maio de 2010, apresentou declínio de 0,9% frente abril, o primeiro recuo após quatro meses de avanços (1,1% em janeiro, 1,2% em fevereiro, 0,4% em março e 0,1% em abril). O destaque regional desta comparação foi a elevação de 4,4% no Recife e os recuos de 2,4% no Rio de Janeiro e de 1,2% em São Paulo. No confronto com o rendimento médio recebido em maio de 2009, já descontados os efeitos da inflação, houve um crescimento de 2,5%. Cabendo salientar o desempenho negativo de Belo Horizonte (–0,4%) e São Paulo (–0,2%), enquanto Recife (11,3%) e Porto Alegre (8,6%) foram os destaques positivos. A média dos rendimentos reais entre janeiro e maio de 2010, frente mesmo período de 2009 apresentou alta de 1,3%, puxada por Porto Alegre (5,4%), Recife (4,5%) e Rio de Janeiro (3,8%), enquanto São Paulo assinalou a única queda (–1,6%).

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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