Na passagem de janeiro para fevereiro na série livre de efeitos sazonais, o pessoal ocupado assalariado na indústria apresentou crescimento de 0,6%. Cabe salientar que é o segundo mês consecutivo de expansão do emprego industrial, após queda de 0,6% em dezembro. Na relação mês/mesmo mês de 2009, o emprego industrial assinalou avanço de 0,7%, a primeira variação positiva nesta comparação desde novembro de 2008. No primeiro bimestre do ano houve uma variação acumulada de –0,2%, contra taxa de –3,4% no mesmo período de 2009. A variação acumulada nos últimos 12 meses foi de –4,8%, variação que representa uma queda no ritmo declinante nesta base de comparação, visto que em janeiro do mesmo ano o resultado era de –5,2%.
Na comparação mensal (mês/mesmo mês do ano anterior), das 14 regiões contempladas pela pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), nove registraram avanço na ocupação. As maiores contribuições à média geral foram: São Paulo (1,4%), região Nordeste (2,9%) e Ceará (8,5%). Por outro lado, as áreas que mais influenciaram negativamente foram Minas Gerais (–1,2%) e Paraná (–1,4%). Nos dois primeiros meses de 2010 quando confrontados ao mesmo período de 2009, seis localidades apresentaram menor patamar de emprego industrial. Os maiores declínios foram verificados em Minas Gerais (–2,9%), Paraná (–2,0%), Rio Grande do Sul (–1,8%) e região Norte e Centro-Oeste (–1,6%), enquanto os destaques positivos vieram da região Nordeste (2,4%), Ceará (7,2%) e São Paulo (0,5%).
Setorialmente, apenas sete dos dezoito setores pesquisados diminuíram o contingente de trabalhadores na indústria contra igual mês do ano passado. Os destaques positivos de maior significância foram: papel e gráfica (8,2%), têxtil (4,6%), alimentos e bebidas (1,0%) e calçados e couro (3,2%). As quedas mais importantes ocorreram em: madeira (–12,5%) e vestuário (–3,4%). Contribuindo para o declínio de 0,2% no acumulado do ano, dez dos dezoito setores apresentaram diminuição do contingente de ocupados na indústria. As maiores quedas foram observadas nos segmentos: de madeira (–13,4%) e de vestuário (–4,0%), enquanto que os destaques positivos foram: papel e gráfica (8,5%) e têxtil (3,7%).
Folha de pagamento
A folha de pagamento real da indústria brasileira apresentou, na relação janeiro/fevereiro já livre dos efeitos sazonais, uma variação positiva de 2,7%, após crescer 5,3% no mês anterior. Frente fevereiro de 2009, verificou-se um aumento de 2,8%, impulsionado pelo crescimento das contratações na indústria extrativa (15,1%), papel e gráfica (14,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (9,0%) e alimentos e bebidas (2,6%). Nas variações acumuladas, no ano e nos últimos 12 meses, a folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria assinalou variações de 2,3% e –2,5%, respectivamente.
Horas pagas
Houve um aumento no total de horas pagas na indústria na passagem de janeiro para fevereiro na ordem de 1,5%, com dados já dessazonalizados. Frente ao igual mês de 2009 verificou-se acréscimo de 1,6%, com doze dos quatorze locais e treze dos dezoito ramos pesquisados assinalando crescimento. Dentre os locais pesquisados, os maiores impactos positivos vieram de São Paulo (2,6%), região Nordeste (3,2%) e Ceará (7,9%). Setorialmente, papel e gráfica (8,6%), alimentos e bebidas (1,8%) e meios de transporte (4,9%) exerceram as principais contribuições. Já as variações acumuladas no ano e nos últimos 12 meses foram de 0,7% e –4,8%, respectivamente.







