Faturamento bate recorde no 1º bimestre

Em: 13 de abril de 2010
Após registrar o seu maior faturamento de janeiro na história, o PIM fechou o primeiro bimestre do ano com US$ 4.53 bilhões em vendas, um avanço de 61,95% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 2.80 bilhões), segundo da Suframa
Após registrar o seu maior faturamento de janeiro na história, o PIM fechou o primeiro bimestre do ano com US$ 4.53 bilhões em vendas, um avanço de 61,95% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 2.80 bilhões), segundo da Suframa

Após registrar o seu maior faturamento de janeiro na história, o PIM (Polo Industrial de Manaus) fechou o primeiro bimestre do ano com US$ 4.53 bilhões em vendas, um avanço de 61,95% em relação ao mesmo período do ano passado (US$ 2.80 bilhões), segundo dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
A autarquia destaca, por meio de texto distribuído à imprensa, que este foi o melhor resultado do polo registrado no período, desde 1988, ano em que os indicadores industriais do PIM começaram a ser elaborados.
Em relação a janeiro de 2009, a diferença apresentada pelo faturamento da indústria amazonense no segundo mês do ano foi de 58,57% –de US$ 1.40 bilhão (2009) para US$ 2.22 bilhões (2010). As vendas, contudo, recuaram 4,46% em relação a janeiro (US$ 2.32 bilhões).
A mão-de-obra, segundo dados fornecidos por 397 empresas incentivadas, foi de 95.115 trabalhadores. Frente ao mesmo período do ano passado (91.627), o número de empregos avançou 3,8%. O indicador, no entanto, recuou 0,54% em relação a janeiro, quando o polo apresentou 95.633 empregos, entre diretos, temporários e terceirizados, de acordo com dados informados por 410 empresas.
“Pelo menos no caso do faturamento, o recuo em fevereiro é normal, já que é um mês mais curto. Mas, tudo indica que 2010 vai ser um ano bom para o setor, em virtude da Copa do Mundo e da entrada de recursos pelas campanhas eleitorais. O ano que vem também deve ser positivo, já que teremos as obras para a Copa de 2014, com geração de mais empregos e consumo”, ponderou o presidente da Aficam (Associação das Indústrias e Empresas de Serviços do Polo Industrial do Amazonas), Cristovão Marques Pinto.

Copa do Mundo

A demanda por TVs, em virtude da Copa do Mundo da África do Sul, levou o polo eletroeletrônico a encabeçar, mais uma vez, o ranking de faturamento do PIM, com US$ 957.96 milhões, 9,39% a mais do que em janeiro. O segmento registrou ainda seu melhor início de ano na serie histórica, faturando US$ 1.83 bilhão no primeiro bimestre, o que equivale a um crescimento de 65,45% frente o primeiro bimestre de 2009 e 4,64% no confronto com o primeiro bimestre de 2008.
As TVs com LCD (tela de cristal líquido) atingiram, em fevereiro, recorde de produção mensal no Polo Industrial de Manaus, com 554.672 unidades fabricadas. O resultado representa alta de 34,05% ante janeiro. O polo já produziu no primeiro bimestre em torno de 970 mil unidades, o que supera o resultado acumulado dos quatro primeiros meses de 2008 (cerca de 860 mil).
Aparelhos com outras tecnologias também apresentaram crescimento de produção, a exemplo dos modelos com tela de plasma, que totalizaram 32.128 unidades e cresceram 82,34% na comparação com janeiro. A despeito da substituição tecnológica, as TVs com tubo fecharam fevereiro com produção de 422.416 unidades e avanço de 6,45% ante janeiro.
“Isso não é surpresa, uma vez que o mercado está aquecido, há oferta de novas tecnologias e crédito acessível, além de preços em queda. Esperamos apenas que os números sejam positivos também no segundo semestre, quando não teremos mais a Copa para puxar as vendas”, analisou o presidente do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas, Maurício Loureiro.

Polo naval puxa para cima resultados mensais do setor

Os outros quatro principais segmentos do PIM –duas rodas, químico, metalúrgico e termoplástico– apresentaram índices de crescimento em relação a 2009, apesar de sofrerem queda de faturamento na comparação com janeiro.
“O faturamento poderia ser melhor se as novas fabricantes de motocicletas instaladas em Manaus passassem a comprar seus componentes aqui, no lugar de importar o produto da China, como vêm fazendo. Temos que observar também que segmentos como os de papel e papelão, assim como o de bicicletas ainda não se recuperaram”, salientou o presidente da Aficam.
Os segmentos industriais que apresentaram maior crescimento na comparação mensal foram o naval, com faturamento em fevereiro de US$ 4.62 milhões e crescimento de 251,63% ante janeiro; vestuário e calçados (US$ 1.43 milhão e 114,64%); e madeireiro, (US$ 1.38 milhão e 54,63%).
“De um lado temos o aquecimento da economia que beneficiou segmentos, como o madeireiro, que não vinham crescendo por questões ambientais. Há ainda o caso do polo naval, que foi favorecido pela nova legislação, que impõe a mudança do material das embarcações, de madeira para metal”, avaliou Maurício Loureiro.
O presidente do Cieam ressaltou ainda que a indústria naval foi beneficiada pela demanda da Petrobras por novas embarcações. Segundo o dirigente, pelo menos três empresas que ganharam a concorrência estão construindo em Manaus, por meio de tercerização.

Empresas trabalham com mais de 80% da capacidade

O superintendente adjunto de Projetos da Zona Franca de Manaus, Oldemar Ianck, destacou que os números do início de 2010 superam inclusive os alcançados no primeiro bimestre de 2008, ano em que o PIM apresentou faturamento global recorde de US$ 30.1 bilhões. “Tínhamos expectativas de que cresceríamos bastante em 2010, mas apresentar resultados tão positivos logo no início do ano nos deixa orgulhosos e confiantes de que podemos estar caminhando para um ano extremamente especial para o Polo Industrial de Manaus”, afirmou
Na opinião do superintendente, a tendência é que os resultados sejam cada vez melhores, à medida que novos investimentos se consolidem e o ritmo da produção industrial avance.
Embora mais cético, o presidente do Cieam também considera que a indústria amazonense atravessa um bom momento. De acordo com Maurício Loureiro, o setor, que hoje trabalha com mais de 80% de sua capacidade instalada, está preparado também para atender à crescente demanda de mercado, apesar de ter adiado investimentos de ampliação no ano passado.
“A indústria tem planejmanto constante, mas há, basicamente, dois caminhos. Se for um aquecimento sazonal, sempre é possível trabalhar com hora extra. Se tivermos um crescimento sustentanto, que é o quadro para o qual creio que estamos caminhando, a alternativa seria utilizarmos turmas adicionais”, finalizou Loureiro.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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