O Amazonas teve uma variação de 0,78% no saldo de empregos (2974) no comparativo entre agosto e setembro deste ano, sendo um dos poucos estados a registrar crescimento maior que a média nacional (0,70%). Das 26 unidades federativas pesquisadas pelo Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados), apenas 13 tiveram percentagem superior ao registrado pelo Brasil. Na região Norte, somente três localidades não superaram a média do país.
Para o titular da SRTE/AM (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Amazonas), Alcino Vieira dos Santos, a expectativa é que essa percentagem mantenha-se nos próximos meses em patamares além da nacional. “A previsão é que o número de contratações aumente para o Natal, sobretudo de mão de obra temporária. Assim, a variação de novos postos de trabalho irá aumentar”, explicou.
A média divulgada pelo relatório do Caged mostra que o Estado vem acompanhando uma leva positiva na variação mês a mês no número de novos postos de trabalho ao longo de 2010. Os únicos períodos a registrarem valor inferior à estatística nacional foram abril (0,64 %), fevereiro (0,52%) e janeiro (0,50%). Essas percentagens ficaram abaixo da média do Brasil com 0,91%, 0,63% e 0,55% para cada mês, respectivamente.
Apesar de o percentual revelar um crescimento maior que a média nacional no saldo de novos postos de trabalho, o Amazonas ainda se mantém como o segundo Estado que mais demite pessoas, perdendo apenas para o Pará. Em julho deste ano foram desligados 14,97 mil funcionários. No mês seguinte essa quantidade subiu para 15,83 mil e em setembro caiu para 15,18 mil. “Este fenômeno já é observado há algum tempo. O motivo deste número alto de desligamentos é devido à mão de obra temporária de alguns setores como a construção civil, parte da indústria e do comércio”, comentou Santos.
Números por setores
Dentre os nove setores divididos pelo Caged, as empresas de serviço ainda detêm o maior número de novos trabalhadores no Amazonas. Foram contabilizados em torno de 1.270 mil postos de trabalhos. Em setembro, os números de contratados ficaram próximos ao de desligados pelo ramo. Aproximadamente 7.500 trabalhadores ingressaram nas atividades de serviço enquanto quase 6.300 deixaram o segmento.
O comércio foi uma das áreas que menos absorveu mão de obra. Ao mesmo passo em que admitiu as pessoas, também demitiu. Foram assegurados 401 postos novos de trabalho em setembro, o resultado veio da diferença entre as contratações (3.320) e desligamentos (3.170).
A indústria de transformação continua a puxar os resultados do Estado e é o segundo setor que mais cria postos de trabalho de acordo com o relatório do Caged. A variação da indústria alavancou exatos 1% entre setembro e agosto. No oitavo mês de 2010, o saldo de postos de trabalho foi de 1.040 trabalhadores frente a 1.150 em setembro.
Para o economista José Laredo, não se deve ter em conta o alto número de desligamentos, pois é um processo natural no PIM (Polo Industrial de Manaus). “Um dos fatores dessa rotatividade de trabalhadores é o turn over, que é a troca de funcionários com conhecimentos técnicos em uma área por outros. O PIM está saudável em relação à mão de obra”, finalizou.
País registra saldo positivo de 246 mil vagas formais no mesmo período
O Brasil criou 246,9 mil novas vagas de trabalho com carteira assinada em setembro O número ficou abaixo do registrado em igual período dos últimos três anos e do esperado pelo governo.
No entanto, são 2,2 milhões de vagas formais de janeiro a setembro, um recorde histórico. A meta do governo é terminar o ano com 2,5 milhões de novos postos de trabalho.
A indústria de transformação, sobretudo de produtos alimentícios, e o setor de serviços puxaram a criação de vagas do mês passado. O saldo acanhado é explicado pelas demissões no setor agrícola.
O efeito é sazonal, mas o governo não esperava tantas perdas no setor – 22,9 mil demissões.
O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, afirmou ontem, durante a divulgação dos números de emprego, que o salário mínimo será de R$ 606 em 2012, “independentemente de qualquer candidato, por força de lei”.
Salário mínimo
O titular da pasta levou em conta um crescimento de 8% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2010 e uma inflação de 5% em 2011, ambos fatores que entram no cálculo do salário mínimo.
Para 2011, a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) prevê um salário mínimo de R$ 538. Lupi considera que elevar o valor para mais de R$ 600, uma das principais bandeiras da campanha presidencial tucana, é difícil para o próximo ano.
“Ninguém pode mudar a lei, a menos que por força da maioria. Salário maior que R$ 600 em 2011 é uma questão para o Congresso”, afirmou. O ministro vai discutir hoje com centrais sindicais propostas de aumento do salário mínimo.
Dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) divulgados hoje mostram que, de janeiro a setembro, os salários médios de admissão cresceram 5,23% em relação a 2009, descontada a inflação do período, passando para R$ 829,76.
Para as mulheres, o aumento é menor, de 4,64%, ante incremento de 5,52% dos salários dos homens.







