Setor reage e construtoras mostram crescimento de até 40%

Em: 8 de setembro de 2015
O diretor do Creci ,Paulo Mota Júnior, disse que o mercado está reagindo, não parou de vender, porém, admitiu que o comportamento no mês de janeiro ficou abaixo do vivido em igual período do ano passado
O diretor do Creci ,Paulo Mota Júnior, disse que o mercado está reagindo, não parou de vender, porém, admitiu que o comportamento no mês de janeiro ficou abaixo do vivido em igual período do ano passado

A turbulência global está longe de impactar os negócios dos corretores de imóveis de Manaus. Eles até admitem que o ‘boom’ da construção deu uma freada no volume de lançamentos imobiliários, e que as vendas de novembro e dezembro recuaram, mas o setor continua vendendo.Algumas empresas tiveram alta em janeiro de 40% ante a dezembro.
O diretor do Creci (Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado do Amazonas), Paulo Mota Júnior, disse que o mercado está reagindo, não parou de vender, porém, admitiu que o comportamento no mês de janeiro ficou abaixo do vivido em igual período do ano passado. “Houve poucos lançamentos no mês passado, o que é entendível porque as empresas resolveram puxar o freio de mão e esperar para depois do Carnaval, quando o mercado deve voltar a aquecer”, avaliou.
Segundo Mota, atualmente a maior procura tem sido para os imóveis de terceira, ou seja, conjunto de apartamentos ou casa já prontos, com algumas entregas feitas em janeiro, para pessoas que sonham com a casa própria. Com relação aos grandes lançamentos, o corretor de imóveis disse que vão acontecer mais adiante quando o mercado estiver mais aquecido. “O consumidor ainda está cauteloso com a crise econômica que assolou o mundo e que se instalou no país no último quadrimestre do ano passado”, comentou.
Quanto à influência da queda na taxa de juros ocorrida em janeiro de 1 ponto percentual, Paulo Mota Júnior disse que praticamente não influenciou no setor de imóveis. Ele explicou que até a entrega do imóvel, o mutuário paga suas prestações baseadas no IGPM (Índice Geral de Preço de Mercado), cuja taxa neste ano deve se manter em 5%.
A partir da entrega vigora a tabela price de 1% ao mês mais o IGPM. “A Selic não afetou porque a taxa de financiamento imobiliário dos bancos se mantiveram”, disse, ressaltando que a Caixa Econômica, por exemplo, manteve a dela na faixa de 10% ao ano.
O corretor da Global Consultoria Imobiliária, Paulo Vanderly, garantiu que o primeiro bimestre de 2009 está bem mais aquecido em relação a igual perío­do de 2008.

Incorporadoras reveem projetos para se adaptar ao perfil do comprador

Paulo Vanerly informou que comumente ocorre o contrário: em novembro e dezembro os negócios do setor crescem por conta da maior oferta de dinheiro, decorrente do pagamento do 13º salário e férias dos trabalhadores dos vários setores econômicos. “O que não aconteceu em 2008 porque o consumidor ficou temeroso”, disse.
Diante desse fenômeno, Vanderly apontou que no mês passado os negócios da Global obtiveram crescimento de 40% em relação a dezembro. A perspectiva, segundo ele, é que a boa fase continue porque algumas incorporadoras locais estão revendo seus projetos e outras que tinham ido embora e agora estão voltando. “Na verdade, essas empresas não tinham desistido de continuar investindo em Manaus. É que a procura diminuiu e elas deram uma segurada”, explicou.
A Global Consultoria Imobiliária é amazonense e faz parte de um conglomerado de empresas do país, a Brasil Brokers. O corretor afirmou que 2008 foi um excelente ano para a empresa por conta de um planejamento estratégico realizado no início do ano.

Disputa positiva

A possibilidade de Manaus ser uma das 12 subsedes da Copa do Mundo de 2014 cria uma expectativa excelente para os investidores do ramo imobiliário, por conta dos inúmeros empreendimentos que serão construídos, a exemplo da rede hoteleira, para dotar Manaus em condições de atender à demanda de turistas.
Paulo Vanderly garantiu que a perspectiva de que Manaus seja uma das escolhidas está mexendo com o setor. Ele informou que alguns investidores estão aguardando a resposta da Fifa (Federação Internacional de Futebol), prevista para o dia 20 de março, para tomar as decisões compatíveis com o que ficar decidido.
“Em caso positivo, as empresas interessadas vão incrementar suas idéias para concorrerem aos inúmeros empreendimentos que serão construídos para atender ao público que virá de fora para ‘torcer’ pela seleção que virá para Manaus”, disse, ressaltando que “Dois anos antes da Copa tudo terá que estar pronto”, completou.
Na opinião do diretor do Creci, a perspectiva é de que em cinco anos o mercado da construção civil local seja aquecido com a construção de hotéis e de outros empreendimentos que serão realizados, a exemplo, do próprio Estádio Vivaldo Lima que será reconstruído ou construído novamente.
Pelas projeções do governo do Amazonas, a escolha de Manaus como subsede da Copa de 2014 teria um reflexo direto no PIB (Produto Interno Bruto) do Estado, que obteria um acréscimo em torno de R$ 3,6 bilhões.

Empregos garantidos

Segundo Paulo Mota Júnior, a crise não afetou os empregos dos corretores de imóveis. As imobiliárias, assegurou, continuam mantendo seus profissionais trabalhando. No entanto, ele apontou que cerca de 2,4 mil são cadastrados no conselho, sendo que somente 1,3 mil estão realmente trabalhando dentro das normas estipuladas pelo Creci. “Por este motivo, o mais seguro é o cliente antes de contratar um profissional ligar para o conselho para saber se o suposto profissional está apto a realizar uas funções adequadamente”, alertou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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