Iniciada no dia 1º de abril, a produção de televisores da marca Philips na fábrica da TP Vision em Manaus está acelerada. Em coletiva à imprensa, realizada ontem em São Paulo, o diretor-presidente da companhia, Nelson Carneiro, anunciou o lançamento de seis novos produtos nos próximos três meses. “A produção em Manaus já começou e já está a pleno vapor. Estamos no momento de pico”, afirmou.
Um dos principais objetivos segundo ele, é atingir a chamada nova classe média que, segundo enfatizou, deve representar 40% do PIB (Produto Interno Bruto) do país até 2020.
A Copa do Mundo em 2014 também mereceu destaque. “A diretoria já discute a chegada da Copa. Como o Brasil não tem uma logística eficiente, estamos nos preparando, já que a Copa do Mundo é o grande momento do mercado brasileiro, especialmente para os fabricantes de TV”.
Ele informou que as TVs já devem estar no mercado ainda este mês, iniciando pelas telas de entrada (tipo LED), seguidas pelas Smart TVs.
“Este será o ano das smart TVs no Brasil. Cerca de 20% das TVs produzidas já estão conectadas com algum tipo de interatividade, e até o final do ano a expectativa é de crescimento desse percentual na nossa produção geral”, informou o diretor de marketing e trade marketing da empresa, Alexandre Escorel Costa.
Embora os dirigentes não tenham revelado o montante investido e a mão de obra efetiva atualmente na planta da fábrica em Manaus, assim como expectativas de produção para este ano. O projeto aprovado na última reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Amazonas) em dezembro do ano passado prevê investimento fixo de R$ 16,133 milhões, sendo R$ 15,970 milhões injetados ainda este ano. Serão aplicados mais R$ 106 mil e R$ 57,2 mil em 2013 e 2014,respectivamente. Já a geração de mão de obra prevista é de 631 empregos, entre diretos e indiretos, sendo 532 postos de trabalho criados em 2012, 52 postos no próximo ano e mais 47 vagas abertas em 2014.
Logística
Carneiro destacou a questão logística como o principal desafio enfrentado pela companhia. “Já estamos em Manaus há bastante tempo e a estrutura está consolidada, mas como a questão logística é um problema de todos, buscamos soluções mais eficientes. Dependemos de cabotagem, procuramos por navios, pontos mais próximos de distribuição. A todo momento pensamos em alternativas e recursos, para driblar essa deficiência”, avaliou.
Ele comemorou o protocolo que viabiliza a criação de um entreposto comercial no município de Ipojuca, em Pernambuco como forma de aliviar os entraves estruturais do Amazonas. “Principalmente, porque o Nordeste foi a região que mais cresceu no ano passado no mercado de TV. Estamos animados”, completou.
O diretor disse ainda ser cedo para anunciar a expansão da produção e a ampliação da mão de obra empregada para os próximos anos. “Mas a planta de Manaus vai ter que trabalhar muito para produzir tudo o que queremos vender. Temos ambições de crescimento e certamente deveremos aumentar a produção em pouco tempo”, projetou.






