Engenheiros, químicos, economistas e outros profissionais que passam os olhos pelos classificados de empregos no jornal de domingo encontram cada vez mais as letrinhas MBA -a sigla em inglês para mestrado em administração de empresas. Esse tipo de curso, que costuma durar dois anos, virou moda: as empresas consideram que a excelência em uma área não é mais suficiente na hora de contratar um executivo.
Esse profissional precisa dominar técnicas de administração, saber liderar e ter visão geral do negócio da empresa para ajudá-la num mercado muito competitivo. O bacharelado oferece mais tempo que o MBA para se aprender essas técnicas.
O administrador pode aplicar seus conhecimentos nas mais diversas áreas, de escolas a hospitais, de fundações culturais a indústrias de metalurgia. Em cargos como diretor ou gerente, ele estuda o mercado, faz o planejamento estratégico, estabelece metas, reúne os recursos para que elas sejam alcançadas e supervisiona todo o processo. De acordo com o mestre em administração e professor da Faculdade Salesiana Dom Bosco, em Manaus, Orlando Ferreira da Cruz, “diferente de há algum tempo atrás, quando as empresas admitiam economistas, engenheiros, advogados, pedagogos, psicólogos e até médicos para cargos de administração, hoje quem administra numa empresa é tão somente o profissional da área de administração. Isso é muito bom para o profissional e melhor ainda para a empresa. E o potencial do mercado ainda é bastante amplo”, afirmou.
Num mercado que não pára de crescer, os formados nessa área estão invadindo o chamado terceiro setor, composto de ONGs (organizações não governamentais), fundações e institutos. “Todos esses organismos passaram a se preocupar em ter suas atividades conduzidas de modo profissional”, confirmou o consultor Stephen Kanitz, de São Paulo.
Mercado de trabalho
O terceiro setor movimenta aproximadamente US$ 400 milhões por ano no Brasil. Sua profissionalização abre mercado para os administradores. Logística e distribuição estão em desenvolvimento, assim como gestão de pessoas. “Sem falar que cada vez mais as empresas estão qualificando e investindo nos seus profissionais, incentivando-os a fazerem cursos, treinamentos, MBA”, completou Ferreira Cruz. O salário médio inicial para o profissional dessa área está na faixa de R$ 1.850,00
Atualmente, está em alta o curso de Gestão empresarial, tecnologia de informação e logística e distribuição. Nos dois primeiros anos, o acadêmico terá matérias como economia, contabilidade, matemática, direito, sociologia, administração da produção, psicologia e informática. Depois vêm administração financeira e orçamentária, gestão de pessoas, mercadologia, sistema de informação e marketing, entre outras. É preciso fazer um estágio ou um trabalho de conclusão de curso. Algumas faculdades exigem as duas coisas para a formatura. Duração média: quatro anos.
Em Manaus, o curso de administração pode ser feito na Ufam e na UEA (universidades públicas). Nas particulares, Dom Bosco, Unip, Ciesa, Uninorte, Uninilton Lins, Martha Falcão, La Salle, Fametro, Esbam, CEL, Ulbra e Tahiri.
Amazonas possui 5 mil profissionais habilitados na área
Orlando Ferreira da Cruz, presidente do Sindicato dos Administradores do Amazonas e ex-presidente do CRA/AM/RR (Conselho Regional de Administração do Amazonas e Roraima) por duas gestões, além de ex-diretor de comunicação e ex-vice-diretor financeiro do Conselho Federal de Administração, opina sobre a situação da categoria no Estado.
Jornal do Commercio – Atualmente, qual o número de profissionais em atividade no Estado do Amazonas?
Orlando Ferreira da Cruz – Atualmente o CRA/AM/RR possui 5.000 administradores registrados.
JC – Qual o nível de capacitação desses profissionais?
Orlando Cruz– Nunca houve uma cultura de capacitação de administradores em nossa região porque a demanda por esses profissionais sempre foi grande. Os profissionais não







