Energia solar pode fazer parte de leilão para “testar preço” e novo mercado

Em: 4 de julho de 2012
Conclusão de especialistas é que o país tem uma grande vocação, mas os preços ainda são proibitivos
Conclusão de especialistas é que o país tem uma grande vocação, mas os preços ainda são proibitivos

O Brasil ainda vai demorar um pouco para incluir a energia solar na sua matriz energética, mas, para estimular seu uso, o governo poderá incluir usinas movidas com esse tipo de energia em futuros leilões, informou o presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Maurício Tolmasquim.
Ainda em debate interno no governo, a entrada da energia solar no país foi alvo de um estudo da EPE que analisa cenários possíveis para sua instalação.
Em todos, a conclusão é que o país tem uma grande vocação, mas os preços ainda são proibitivos. “Ainda não é viável, mas as possibilidades estão mais próximas”, disse Tolmasquim.
Nas simulações feitas pelo estudo, sem nenhum subsídio para a energia solar em residências, a chamada energia distribuída, hoje custaria R$ 602 o MWh (megawatt-hora) -o da energia hidrelétrica custa R$ 108.
Com financiamento do BNDES, o valor cairia para R$ 585 e, sem o pagamento de tributos como PIS e Cofins (já é isenta de IPI e ICMS), para R$ 549. Já com o estímulo de desconto de 30% no Imposto de Renda, como é feito em alguns países, o preço iria para R$ 465, ainda assim bem acima do valor da energia gerada por hidrelétricas.
Já no caso da geração centralizada, ou feita por usinas, o preço inicial seria de R$ 405.

Redação

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