A desoneração tributária do PIS/Cofins (Programa de Integração Social/Contribuição para Financiamento da Seguridade Social) e uma injeção no financiamento de motocicletas são duas medidas já apontadas como certas para integrar o pacote de benefícios que pretende contornar a crise econômica do setor de duas rodas do PIM.
“Essa desoneração deve ser transitória, com prazo até o final do ano, porque entendemos que vai haver um reaquecimento do mercado. Ela vai ser custeada pelo Estado e pela União”, adiantou o superintendente da Suframa, Thomaz Nogueira, após reunião do Codam (Conselho de Desenvolvimento do Amazonas), realizada ontem.
O dirigente também informou, sem revelar o nome da entidade que, um grande banco estatal deve participar com medidas de incremento ao financiamento bancário para o setor de duas rodas.
“O ponto mais importante para resolver a crise é assegurar o acesso ao crédito para o consumidor, por isso a participação do banco será fundamental. O nome da instituição não tem data pra ser oficializado. Só quando fecharmos o pacote”, acrescentou.
Ele lembra que, para a concessão dos benefícios, as empresas devem aceitar algumas condições como o compromisso na manutenção dos empregos e campanhas de educação no trânsito para o uso específico de motocicletas.
O estudo que deverá ser concluído até o final desta semana pode incluir outros benefícios, ainda em análise. “O próprio governo estadual colocou outras propostas”, disse.
O auditor fiscal e assessor da Sefaz-AM (Secretaria de Fazenda do Amazonas), Afonso Lobo declarou em entrevista anterior ao Jornal do Commercio a possibilidade de o estado desonerar o ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) da energia elétrica para as fábricas de bens intermediários pertencentes ao setor e a prorrogar do pagamento do imposto.
Thomaz Nogueira disse ainda que, as ações já tomadas pelo governo federal – como o aumento da alíquota do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) para motocilcetas e da tributação do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços) para o importado – já deve impactar os empresários da indústria ainda no segundo semestre embora só entrem em vigor a partir de primeiro de janeiro de 2013.
“Elas – as medidas – já causam impacto porque deixam o produtor mais tranqüilo e o importador não vai continuar trazendo o produto de fora porque ele sabe que ele vai ter uma tributação mais alta do IPI e futuramente não vai conseguir diminuir os estoques”.
Uma nova reunião deve ocorrer até a próxima segunda.
Projetos
Apontada pela Seplan (Secretaria de Planejamento do Estado do Amazonas) como recorde, a pauta da reunião de ontem aprovou 51 projetos industrias, – sendo 18 de implantação,28 de diversificação e 5 de atualização –fechando investimentos de R$ 2,82 bilhões e perspectiva de geração de 4.331 novas vagas nos próximos 3 anos.
Do total investido, R$ 2,076 bilhões correspondem a investimentos de origem estrangeira. O principal deles e também a maior injeção de recursos aprovada na reunião vem da Tailândia. A Calcomp vai investir R$ 1,51 bilhão e criar 527 novos postos de trabalho com a produção HD, pen drives e subconjuntos de áudio.
Já a coreana Samsung Eletrônica pretende injetar R$ 389,46 milhões na fabricação de placas de circuito impresso montadas.







