Enquanto se discute as mudanças climáticas na COP 21, em Paris (FR), a energia solar, mesmo sendo uma solução limpa e contínua para a geração de energia no Amazonas, ainda é uma das promissoras promessas que aguarda recursos para sair do papel ou caminha de forma lenta com estudos e ensaios nas universidades. Cientistas afirmam que o Sol é uma fonte de energia alternativa, ecologicamente, correta, indicada, principalmente, para uso em localidades remotas, onde não há energia convencional.
Segundo especialistas, apesar do infinito potencial a ser explorado na região tropical onde a incidência solar é marcante o ano inteiro, continua desperdiçado às vistas do poder público. Por outro lado, o fenômeno solar gera muito calor, porém possui um índice baixo de incidência solar, por incrível que possa parecer. Em tempo nublado uma usina solar não possui muita eficiência, portanto necessita ser combinada com outras fontes de energia para ter alguma viabilidade.
Em Manaus a geração de energia solar não decolou. A Amazonas Energia Solar Ltda., empresa do grupo Rede Amazônica de Rádio e Televisão, iniciou suas atividades, no PIM (Polo Industrial de Manaus), em 1989, para a produção de “kits” e sistemas fotovoltaicos para residências e empresas. Com capital, inteiramente, nacional, a empresa tinha a proposta de desenvolver sistemas e montar “kits”, utilizando a radiação solar como fonte de energia para a geração de eletricidade, utilizando tecnologia de última geração.
A Amazonas Energia Solar era distribuidora exclusiva para a região Amazônica da “Siemens Solar Industries”. Mas o projeto não decolou e foi abortado. Há pelo menos uma década a empresa está com status de inativa na base de dados da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus).
Na contramão
O governo do Estado apresentou o projeto Solar World Cup 2014 Brazil, em 2012, que trata da utilização da cobertura de edificações no entorno da Arena Amazônia, em Manaus, para a geração de energia elétrica a partir de sistemas solares fotovoltaicos. A apresentação que teve como objetivo atrair investimentos nacionais e internacionais teve por base, ações conjuntas que reuniu SDS (Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável); Ciama (Companhia de Desenvolvimento do Estado do Amazonas); Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico) e a concessionária Eletrobras Amazonas Energia.
Naquela época o presidente da Ciama, Aluizio Barbosa, destacou que o governo do Estado vem trabalhando neste projeto, buscando desenvolver um modelo, inicialmente, para Manaus, extensivo para o Estado. “Esta tem sido a articulação com a Eletrobras. O Amazonas está entre os Estados com a maior capacidade prevista para utilização de energia solar fotovoltaica, principalmente devido à incidência de raios solares”, disse. Mas as obras continuam no papel.







