Equador planeja manter déficit abaixo de 3% em 2009, afirma Diego Borja

Em: 6 de janeiro de 2009
O governo do Equador prevê manter o déficit em 2009 abaixo de 3%, anunciou na segunda-feira o ministro coordenador da política econômica do Equador, Diego Borja
O governo do Equador prevê manter o déficit em 2009 abaixo de 3%, anunciou na segunda-feira o ministro coordenador da política econômica do Equador, Diego Borja

O governo do Equador prevê manter o déficit em 2009 abaixo de 3%, anunciou na segunda-feira o ministro coordenador da política econômica do Equador, Diego Borja. “O objetivo do governo é ter um déficit manejável”, disse o ministro, explicando que essa meta dependerá do cenário internacional, em particular do desempenho do preço do petróleo, principal fonte de receita do país.
Em declarações a uma emissora local, Borja afirmou que para conseguir esse limite de 3%, o governo “priorizará o investimento”, no setor social, no setor estratégico de telecomunicações, em hidroelétricas e em petróleo, além das obras em curso.
“Obviamente tem que haver uma ‘otimização’ de despesas; não pode haver um desperdício no Equador, por má utilização” dos recursos, declarou Borja, acrescentando que a despesa será “dirigida realmente ao que se quer gastar, para chegar às pessoas às quais realmente se quer chegar”. “A política não é de corte, mas de ‘otimização’ de despesas”.
Além disso, o ministro especificou que o cálculo estimado “sairá da necessidade de não afetar com contração de despesas nem com escassez de financiamento o fundamental: a despesa e investimento em educação e saúde, que são, além disso, ordens da nova Constituição”. Borja também disse que a meta de crescimento do país para 2009, de acordo com as estimativas do Banco Central e da Cepal (Comissão Econômica Para a América Latina e o Caribe) está em torno de 3%.
O Equador, que declarou a moratória de sua dívida externa há duas semanas, anunciou também que planeja recomprar cerca de US$ 3.23 bilhões dos seus títulos Global 2012 e Global 2030 com desconto de pelo menos 70%.
O ministro de Política Econômica, Diego Borja, disse ao diário equatoriano El Universo que o plano de governo é conseguir uma redução do capital “de ao menos 70%, se não mais”. “O objetivo do presidente Rafael Correa é conseguir um desconto maior”, disse o ministro, que explicou que a recompra dos Global 2012 (US$ 510 milhões) e Global 2030 (US$ 2.7 bilhões) se iniciará em janeiro mediante leilões reversos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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