Equador reelege Rafael Correa em 1º turno

Em: 28 de abril de 2009
O resultado transforma Correa no primeiro presidente equatoriano reeleito em três décadas. É também a primeira vez, desde o retorno da demo­cracia ao Equador, no ano de 1979, que o povo elege um presidente em primeiro turno
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O resultado transforma Correa no primeiro presidente equatoriano reeleito em três décadas. É também a primeira vez, desde o retorno da demo­cracia ao Equador, no ano de 1979, que o povo elege um presidente em primeiro turno

O resultado transforma Correa no primeiro presidente equatoriano reeleito em três décadas. É também a primeira vez, desde o retorno da demo­cracia ao Equador, no ano de 1979, que o povo elege um presidente em primeiro turno.
O resultado também marca o final de uma década de instabilidade no país durante a qual seus três antecessores foram destituídos em meio a revoltas populares.
Com um mandato assegurado até 2013, Correa tem o direito de disputar mais uma reeleição -um mecanismo que foi introduzido pela nova Carta, impulsionada por ele. Portanto, ele tem a possibilidade de governar até 2017, chegando a dez anos no po­der.
Com cerca de 70% dos votos apurados, Correa tinha quase 52% dos votos enquanto o rival, 28%. Pela lei, um candidato a presidente vence no primeiro turno se obtiver ao menos 40% de apoio, com distância superior a dez pontos percentuais sobre o rival mais próximo -por enquanto, a distância é de 24 pontos. Os resultados preliminares também apontam que o partido de Correa, Aliança País, e seus aliados conquistaram a maioria dos 124 assentos do Congresso Nacional.

Discurso duro

Economista de formação e novato na política, Correa conquistou o eleitorado equatoriano com um discurso duro contra a “partido-cracia’’. Seus dois primeiros anos foram marcados pela convocação da Constituinte e por medidas controvertidas na área econômica, como a renegociação dos contratos com petroleiras, entre elas a Petrobras, e a suspensão de cerca de US$ 3.2 bilhões da dívida externa, que conside-rou ilegal. Sua alta popularidade contrasta com a instabilidade política de seus três antecessores eleitos -nenhum deles, inclusive Gutiérrez, terminou o mandato.
No cenário internacional, um dos seus momentos mais conhecidos foi a crise diplomática com o Brasil, no ano passado. Correa expulsou a construtora Odebrecht e ameaçou não pagar uma dívida com o BNDES, alegando irregularidades na construção da usina hidrelétrica San Francisco, paralisada um ano após inaugurada.
Em reação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retirou o embaixador de Quito, sua primeira ação desse tipo em seis anos de governo. As relações só foram normalizadas após o Equador assegurar que pagaria a dívida.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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